O avô de Luciano disse: “Com óculos, todas as fotos são nítidas.” Se essa frase é FALSA é correto concluir que
- A)sem óculos todas as fotos são nítidas.
Errada, porque a frase original fala de fotos com óculos, e a alternativa troca a condição para sem óculos, mudando completamente o sentido.
- B)com óculos todas as fotos não são nítidas.
Errada, porque diz que nenhuma foto é nítida com óculos, o que é mais forte do que a negação necessária e não decorre da falsidade da frase.
- C)sem óculos há fotos que não são nítidas.
Errada, porque fala de fotos sem óculos e, além disso, não expressa a negação direta da afirmação original.
- D)com óculos há, pelo menos, uma foto que não é nítida.
Certa, porque apresenta um contraexemplo: existe pelo menos uma foto com óculos que não é nítida, o que torna falsa a afirmação de que todas seriam nítidas.
- E)com óculos nenhuma foto é nítida.
Errada, porque afirma que nenhuma foto é nítida com óculos, exagerando a conclusão; a falsidade exige apenas um caso contrário, não a negação total.
Gabarito: D
Aqui a frase tem cara de condicional universal: "Com óculos, todas as fotos são nítidas" equivale a dizer que, sempre que alguém usa óculos, nenhuma foto fica fora do padrão de nitidez. Em lógica, uma afirmação desse tipo só é falsa se existir um contraexemplo. Não basta imaginar que "às vezes falha" no geral, é preciso achar pelo menos uma situação em que a condição acontece e o resultado não se cumpre. Traduzindo para a linguagem lógica: se "com óculos" é a condição, e "todas as fotos são nítidas" é a conclusão, a frase será falsa quando houver ao menos uma foto que, mesmo com óculos, não seja nítida. É o famoso desmancha-prazeres da lógica: um único caso basta para derrubar a universalidade. Por isso o gabarito é a letra D. Ela diz exatamente isso: com óculos, há pelo menos uma foto que não é nítida. Isso nega a ideia de que todas seriam nítidas. Em lógica proposicional e de predicados, a negação de uma afirmação universal do tipo "todos" é "existe pelo menos um que não". Esse é o fundamento clássico de quantificadores: basta um contraexemplo para tornar falsa uma generalização absoluta.