Considere as afirmativas: • Alguns homens gostam de ler. • Quem gosta de ler vai à livraria. A partir dessas afirmativas é correto concluir que:
- A)Todos os homens vão à livraria.
Errada, porque das premissas não se conclui que todos os homens vão à livraria, apenas que alguns homens gostam de ler e, por isso, esses vão.
- B)Mulheres não gostam de ler.
Errada, pois nada foi dito sobre mulheres; a informação dada não permite excluir que mulheres gostem de ler.
- C)Quem vai à livraria gosta de ler.
Errada, porque essa é a inversão indevida da condicional: de “quem gosta de ler vai à livraria” não se pode concluir “quem vai à livraria gosta de ler”.
- D)Se um homem não vai à livraria então não gosta de ler.
Certa, pois é a contrapositiva da afirmativa “quem gosta de ler vai à livraria”, e, portanto, é logicamente equivalente.
- E)Quem não gosta de ler não vai à livraria.
Errada, porque também é uma inversão indevida da condicional; não basta não gostar de ler para concluir que a pessoa não vai à livraria.
Gabarito: D
Aqui a ideia é transformar as frases em lógica de “se... então...”. A segunda afirmativa diz: se a pessoa gosta de ler, então vai à livraria. Isso não autoriza a inversão automática, porque em lógica uma condição verdadeira não permite concluir o antecedente. Em outras palavras: de “gosta de ler => vai à livraria” não dá para tirar “vai à livraria => gosta de ler”. A primeira afirmativa só garante que existe pelo menos um homem que gosta de ler. Juntando isso com a regra da segunda frase, concluímos que esse homem vai à livraria. Mas a questão pede uma conclusão geral, e a única forma segura é trabalhar com a contrapositiva da segunda proposição. Se “quem gosta de ler vai à livraria”, então a contrapositiva é: se não vai à livraria, então não gosta de ler. Essa transformação é logicamente equivalente, então vale sempre. Por isso o gabarito é a alternativa D. Resumo de concurso: cuidado com a tentação de “virar” a seta para o outro lado. A lógica aceita contrapositiva, não aceita conversa fiada de inversão. É uma pegadinha clássica de proposições condicionais.