Considere a sentença: “Todo advogado é bom orador.” A negação lógica dessa sentença é:
- A)Nenhum advogado é bom orador.
Errada, porque “Nenhum advogado é bom orador” é uma afirmação mais forte do que a negação correta e muda o sentido da sentença original.
- B)Todo bom orador é advogado.
Errada, porque isso não é negação, mas uma nova relação entre os conjuntos advogado e bom orador.
- C)Nenhum bom orador é advogado.
Errada, porque novamente troca a estrutura da frase por outra afirmação universal negativa, que não corresponde à negação lógica pedida.
- D)Algum advogado não é bom orador.
Certa, porque a negação de “todo A é B” é “existe algum A que não é B”, ou seja, basta um contraexemplo.
- E)Algum bom orador não é advogado.
Errada, porque fala de bom orador que não é advogado, invertendo os termos e saindo da forma lógica da proposição original.
Gabarito: D
A frase “Todo advogado é bom orador” tem a forma lógica universal: se alguém é advogado, então essa pessoa é bom orador. Em lógica, a negação de uma afirmação do tipo “todo A é B” não é “nenhum A é B”, mas sim a existência de pelo menos um A que não seja B. É o velho truque do quantificador: para derrubar um “todo”, basta achar um contraexemplo. Então, ao negar “Todo advogado é bom orador”, você afirma: “Existe algum advogado que não é bom orador”. Em linguagem de prova, isso aparece como “Algum advogado não é bom orador”, exatamente a alternativa D. Esse é o padrão clássico cobrado pela FGV em questões de negação lógica. Cuidado com a troca de quantificadores: “todo” vira “algum”, e a ideia afirmativa vira negativa. Não confunda também com sentenças opostas ou conversas do tipo “todo bom orador é advogado”, porque isso muda totalmente o sentido e não é negação, é outra frase. Em lógica, negar é inverter a verdade da proposição original, não criar uma frase parecida. Se quiser memorizar em uma linha: “Todo A é B” nega-se por “Algum A não é B”. É quase uma regra de bolso de concurso, daquelas que salvam tempo e pontos.