Considere a afirmação: “Se o peixe é fresco então não tem cheiro.” Assinale a opção que apresenta a negação lógica dessa sentença.
- A)“O peixe é fresco e tem cheiro.”
Correta, porque nega a condicional na forma padrão: "peixe fresco" e "tem cheiro".
- B)“Se o peixe não é fresco então não tem cheiro.”
Errada, porque apenas nega o antecedente, mas não forma a negação da condicional.
- C)“Se o peixe não é fresco então tem cheiro.”
Errada, porque altera indevidamente a hipótese e a conclusão, sem negar a sentença original.
- D)“Se o peixe tem cheiro então é fresco.”
Errada, porque faz a conversão da condicional, não a sua negação.
- E)“O peixe não é fresco e tem cheiro.”
Errada, porque junta negação do antecedente com o consequente, o que não corresponde à negação lógica pedida.
Gabarito: A
Em lógica, a negação de uma condicional do tipo "se P então Q" não vira "se não P então não Q". O pulo do gato é outro: para a condicional ser falsa, basta que P seja verdadeiro e Q seja falso ao mesmo tempo. É por isso que a regra prática é: negar "se P então Q" resulta em "P e não Q". Na sentença da questão, P é "o peixe é fresco" e Q é "não tem cheiro". Então, a negação deve afirmar que o peixe é fresco e, ao mesmo tempo, que não é verdade que ele não tem cheiro. Em português direto, isso significa dizer que o peixe é fresco e tem cheiro. Perceba que a banca gosta de testar essa troca de conectivos: muita gente tenta mexer no "se" ou no "não" de qualquer jeito, mas a forma correta vem da tabela-verdade da implicação. A condicional só falha em um caso: quando o antecedente acontece e o consequente não acontece. Por isso, o gabarito é a alternativa A. Ela traduz exatamente a negação lógica da frase original, sem inventar inversão de ordem, sem trocar hipótese por conclusão e sem cair na armadilha do "se não P então não Q", que não nega a condicional.