Considere a sentença: “Todo urso branco é amigo da onça.” A negação lógica dessa sentença é:
- A)Nenhum urso branco é amigo da onça.
Errada, porque "nenhum urso branco é amigo da onça" afirma algo mais forte do que a negação da frase original.
- B)Algum urso branco não é amigo da onça.
Certa, porque apresenta um contraexemplo: existe um urso branco que não é amigo da onça.
- C)Todo urso marrom é amigo da onça.
Errada, porque troca o assunto da frase e fala de urso marrom, que não aparece no enunciado.
- D)Nenhuma onça é amiga de urso branco.
Errada, porque reescreve a ideia com outra forma, mas não expressa corretamente a negação da universal afirmativa.
- E)Algum urso não é branco e é amigo da onça.
Errada, porque mistura "não ser branco" com "ser amigo da onça", fugindo do universo da frase original.
Gabarito: B
Em lógica, negar uma frase do tipo "todo A é B" é trocar o "todo" por "existe pelo menos um" e manter a ideia contrária no predicado. Em português simples: se a frase diz que não há exceção, a negação procura justamente uma exceção. Aqui, "Todo urso branco é amigo da onça" tem a forma "para todo x, se x é urso branco, então x é amigo da onça". A negação correta, então, é: "existe ao menos um urso branco que não é amigo da onça". Perceba o truque clássico: não basta dizer que "nenhum urso branco é amigo da onça", porque isso seria uma afirmação mais forte do que a simples negação. A lógica gosta dessas sutilezas para fazer a gente tropeçar com elegância. A alternativa B traduz exatamente essa negação existencial: há um contraexemplo ao enunciado original. Isso segue a equivalência lógica da negação do quantificador universal: ¬(∀x(P(x) → Q(x))) = ∃x(P(x) ∧ ¬Q(x)). Em linguagem de prova, é esse o fundamento que derruba o "todo" com uma única exceção. Portanto, o gabarito é B, porque ela apresenta um urso branco que escapa da regra geral da frase original. É a forma clássica de negar uma universal afirmativa: mostrar pelo menos um caso em que a regra falha.