Se a sentença “Se a bola não é vermelha, então a ficha é azul” é falsa, é correto concluir que
- A)“Se a ficha não é azul, então a bola é vermelha.”
Errada, porque a recíproca/inversa de uma condicional não é equivalente à frase original.
- B)“A bola não é vermelha e a ficha é azul.”
Errada, porque repete a ideia do antecedente e do consequente sem refletir a forma lógica pedida.
- C)“A bola é vermelha e a ficha não é azul.”
Errada, porque altera o conteúdo das proposições e não corresponde à equivalência da sentença.
- D)”A bola não é vermelha ou a ficha é azul.”
Certa, porque expressa a forma equivalente da condicional na estrutura "não P ou Q".
- E)“A bola é vermelha ou a ficha é azul.”
Errada, porque é uma disjunção mais ampla e não reproduz corretamente a equivalência lógica da frase.
Gabarito: D
Em proposições condicionais, a regra de ouro é: "se P, então Q" só é falsa quando P acontece e Q não acontece. Aqui, a frase é "Se a bola não é vermelha, então a ficha é azul". Em linguagem de tabela-verdade, isso ajuda muito: primeiro você identifica a estrutura da condicional, depois aplica a equivalência clássica "se P então Q" = "não P ou Q". No caso da questão, a banca trabalha com a forma equivalente da sentença: "a bola é vermelha ou a ficha é azul". Esse é o formato lógico da condicional dada, e é exatamente o que aparece na alternativa D. Em prova, esse é o tipo de troca que a FGV adora: muda a roupa da frase, mas a lógica por baixo continua a mesma. Então, o ponto central é reconhecer a equivalência entre condicional e disjunção. Quando você vê "se... então...", pense em "ou". Isso evita cair em leitura literal e ajuda a identificar a estrutura lógica cobrada pela banca.