Luís é solidário. Se Roberto é inseguro ou Larissa não é apática, então Luís não é solidário. Se Rafael é bonito, então Roberto é inseguro. Logo, podemos afirmar corretamente que:
- A)Roberto é inseguro.
Errada, porque do enunciado não se conclui que Roberto seja inseguro; na verdade, a lógica leva à negação disso.
- B)Larissa não é apática.
Errada, porque a partir da premissa inicial você conclui o contrário: Larissa é apática, e não que ela não seja.
- C)Rafael não é bonito e Larissa não é apática.
Errada, porque a segunda parte está invertida: não se conclui que Larissa não é apática, e sim que Larissa é apática.
- D)Rafael não é bonito.
Certa, porque se Rafael fosse bonito, Roberto seria inseguro, o que contradiz a conclusão de que Roberto não é inseguro.
- E)Rafael é bonito.
Errada, porque justamente a conclusão lógica é a negação de que Rafael seja bonito.
Gabarito: D
Aqui o truque é lembrar que, em lógica, a seta "se... então..." não permite sair afirmando o antecedente do nada. O que ela permite é o seguinte: se o consequente não acontece, então o antecedente também não pode acontecer. Isso é o famoso modus tollens, bem querido em prova de concurso. Vamos aos dados: "Se Roberto é inseguro ou Larissa não é apática, então Luís não é solidário." Como o enunciado já diz que Luís é solidário, a conclusão lógica é que não pode ser verdade que "Roberto é inseguro ou Larissa não é apática". Em linguagem simples: Roberto não é inseguro e Larissa é apática. Agora vem a outra frase: "Se Rafael é bonito, então Roberto é inseguro." Como acabamos de concluir que Roberto não é inseguro, não dá para Rafael ser bonito, porque isso levaria a uma contradição. Logo, Rafael não é bonito. Portanto, a alternativa correta é a D. A questão é clássica de conectivos: você transforma as implicações em uma cadeia de negações, sem cair na tentação de inverter a seta como se isso fosse automático.