Em uma festa, os homens casados têm 30 anos ou mais. Se uma pessoa dessa festa tem menos de 30 anos, então essa pessoa pode ser
- A)homem.
Errada, porque a pessoa com menos de 30 anos não pode ser garantidamente homem, já que homens casados têm 30 anos ou mais.
- B)solteira e mulher.
Correta na ideia lógica, pois expressa uma das formas equivalentes de negar a combinação proibida: a pessoa pode ser solteira ou mulher.
- C)solteira ou é mulher.
Correta, porque equivale a "não casada ou não homem", que é exatamente o que sobra ao negar "homem e casado".
- D)casada e mulher.
Errada, pois ser casada contradiz a conclusão de que menos de 30 anos afasta o caso de homem casado.
- E)casada.
Errada, porque a pessoa com menos de 30 anos não precisa ser casada; na verdade, isso é justamente o que fica afastado pela regra.
Gabarito: C
Aqui a ideia central é traduzir a frase para lógica: "os homens casados têm 30 anos ou mais" significa que, se a pessoa é homem e casada, então ela não pode ter menos de 30 anos. Em linguagem simples, a situação "menos de 30 anos" afasta a combinação "homem e casado". E quando uma combinação é afastada, sobra uma alternativa lógica do tipo "ou não é homem, ou não é casado". Isso é um caso clássico de negação de conjunção: negar "homem e casado" gera "não homem ou não casado". Em provas, isso costuma aparecer como equivalência lógica básica, sem precisar inventar moda. A banca gosta de transformar uma regra em uma consequência bem escondidinha dentro de uma alternativa com "ou". Aplicando ao enunciado: se a pessoa tem menos de 30 anos, então ela não pode ser ao mesmo tempo homem e casada. Logo, essa pessoa pode ser solteira ou mulher, que é exatamente a forma equivalente de dizer "não casada ou não homem". Em lógica, "solteira" e "mulher" são as negações práticas de "casada" e "homem" no contexto da questão. Por isso o gabarito é a letra C. A questão não está perguntando quem necessariamente é essa pessoa, mas sim quais possibilidades restam quando a condição "menos de 30 anos" aparece. É o tipo de questão em que entender o "se... então..." vale mais do que decorar frase pronta.