Considere que as seguintes premissas são verdadeiras: I. Se Celso não é autor de livros, então Miranda não é psicólogo. II. Se Miranda não é psicólogo, então Priscila é jogadora de futebol. III. Se Priscila não é jogadora de futebol, então Igor é professor. IV. Igor não é professor. Com base nestas premissas, é possível afirmar que:
- A)Miranda é psicólogo.
Errada, porque as premissas não permitem concluir que Miranda seja psicólogo; isso não decorre necessariamente do enunciado.
- B)Celso é autor de livros.
Errada, porque não há como afirmar que Celso seja autor de livros com base nas premissas apresentadas.
- C)Miranda não é psicólogo.
Errada, porque a conclusão sobre Miranda não é obrigatória; ela não pode ser tomada como certeza lógica aqui.
- D)Priscila é jogadora de futebol.
Certa, porque de “Se Priscila não é jogadora, então Igor é professor” e “Igor não é professor” conclui-se que Priscila é jogadora.
Gabarito: D
Aqui a chave é enxergar as premissas como setinhas do tipo “se isso, então aquilo”. Em lógica, quando você tem uma regra do tipo: Se P, então Q, e descobre que Q é falso, você pode concluir que P também é falso. Isso é o famoso modus tollens, bem querido em provas de raciocínio lógico. A premissa III diz: “Se Priscila não é jogadora de futebol, então Igor é professor”. A premissa IV afirma exatamente o contrário do consequente: “Igor não é professor”. Então, pela lógica, não pode acontecer que Priscila não seja jogadora. Logo, Priscila é jogadora de futebol. Perceba que as premissas I e II ficam sem necessidade de uso para fechar a questão. A banca quer ver se você identifica a implicação principal e evita o erro de tentar “forçar” conclusões demais. Aqui, o caminho seguro é: III + IV levam a Priscila jogadora. Portanto, o gabarito é a letra D. É a única afirmação que pode ser concluída com segurança a partir das premissas dadas. Em prova, essa combinação de condicional com negação do consequente é praticamente um clássico de tabelas-verdade e inferência lógica.