Em determinada indústria de peças automotivas, 40 profissionais com igual ritmo de produção fabricam 96 peças em 120 dias, trabalhando 9,5 horas diariamente. Para cumprir uma nova demanda de 282 peças, o administrador da indústria contratou mais 17 funcionários com mesmo ritmo da produção dos anteriores e aumentou o regime diário de trabalho em 2,25 horas. Desta forma, em quantos dias a nova demanda será atendida?
- A)160.
Errada, porque 160 dias não corresponde à relação correta entre a produção inicial e as novas condições de trabalho.
- B)200.
Certa, pois ao calcular as horas-homem totais necessárias e dividir pela nova capacidade diária, chega-se a 200 dias.
- C)256.
Errada, porque 256 dias superestima o tempo e ignora o aumento de profissionais e de jornada diária.
- D)348.
Errada, porque 348 dias seria tempo demais para a nova estrutura produtiva informada no enunciado.
Gabarito: B
Quando a questão fala em produção, o caminho é pensar em proporcionalidade composta: mais trabalhadores e mais horas por dia aumentam a produção, enquanto mais peças exigidas aumentam o tempo necessário. O segredo é comparar tudo pela mesma “moeda”, que aqui é o total de horas-homem: número de profissionais x horas por dia x dias. No primeiro cenário, 40 profissionais, durante 120 dias, trabalhando 9,5 horas por dia, produzem 96 peças. Isso permite descobrir a taxa de produção do grupo. Se 40 x 120 x 9,5 = 45.600 horas-homem geram 96 peças, então cada peça exige 475 horas-homem. No novo cenário, são 40 + 17 = 57 profissionais, trabalhando 9,5 + 2,25 = 11,75 horas por dia. Então, por dia, a indústria terá 57 x 11,75 = 669,75 horas-homem. Para fazer 282 peças, serão necessárias 282 x 475 = 133.950 horas-homem. Agora é só dividir o total necessário pela capacidade diária: 133.950 ÷ 669,75 = 200 dias. Portanto, o gabarito é a alternativa B. Em prova, esse tipo de conta costuma cobrar atenção com aumento simultâneo de trabalhadores, jornada e demanda, sem deixar você cair no impulso de fazer regra de três simples demais.