Considere a seguinte estrutura lógica, cujas premissas são verdadeiras: • Toda pessoa bonita é feliz. • Maria é feliz. • João não é feliz. Conclusões: I. Maria é bonita. II. João não é bonito. Sobre as conclusões apresentadas, é necessariamente verdadeiro:
- A)Ambas as conclusões.
Errada, porque a conclusão I não pode ser afirmada apenas com Maria sendo feliz; felicidade não implica beleza.
- B)A conclusão I, apenas.
Errada, porque Maria ser feliz não permite concluir que ela é bonita.
- C)A conclusão II, apenas.
Certa, pois João não é feliz e, se toda pessoa bonita é feliz, então João não pode ser bonito.
- D)Nenhuma das conclusões.
Errada, porque a conclusão II é necessariamente verdadeira pelas premissas dadas.
Gabarito: C
Aqui a ideia central é lembrar que, em lógica, uma premissa do tipo "Toda pessoa bonita é feliz" só permite a conversão em um sentido: se é bonita, então é feliz. Não dá para fazer o caminho inverso automaticamente, porque a felicidade não prova beleza. É o clássico erro de achar que, porque todo A é B, então todo B é A. A lógica não gosta desse atalho. Vamos aplicar isso às frases. Se Maria é feliz, isso não autoriza concluir que Maria é bonita, porque podem existir pessoas felizes que não sejam bonitas. Então a conclusão I não decorre necessariamente das premissas. Já João não é feliz, e como toda pessoa bonita é feliz, alguém que não é feliz não pode ser bonito. Se fosse bonito, teria de ser feliz, o que contradiz a premissa dada. Portanto, a única conclusão necessariamente verdadeira é a II. Esse tipo de raciocínio é um silogismo categórico simples, muito comum em provas da CONSULPLAN: ela adora testar a diferença entre afirmação do consequente e negação do antecedente, que são erros clássicos de inferência. Resumo mental útil: "bonito -> feliz" não vira "feliz -> bonito". Mas "não feliz" derruba "bonito", porque contraria a regra inicial. Por isso o gabarito é C.