Considere as seguintes premissas: I. Todo motociclista sabe andar de bicicleta. II. Jorge não sabe andar de bicicleta. III. Fernando sabe andar de bicicleta. Com base nessas premissas, pode-se concluir corretamente que:
- A)Jorge não é motociclista.
Certa, porque se todo motociclista sabe andar de bicicleta e Jorge não sabe, então Jorge não pode ser motociclista.
- B)Fernando não é motociclista.
Errada, porque Fernando saber andar de bicicleta não permite concluir que ele não seja motociclista.
- C)Fernando e Jorge são motociclistas.
Errada, porque a premissa não autoriza afirmar que Fernando e Jorge sejam motociclistas, e Jorge ainda tem dado contrário.
- D)Fernando e Jorge não são motociclistas.
Errada, porque não saber andar de bicicleta só exclui Jorge da condição de motociclista; sobre Fernando, a conclusão não pode ser essa.
Gabarito: A
A lógica aqui é de implicação simples: se toda pessoa que é motociclista sabe andar de bicicleta, então ser motociclista garante saber pedalar. Em termos práticos, a premissa I diz: "motociclista -> sabe andar de bicicleta". Quando aparece alguém que não sabe andar de bicicleta, você pode concluir que essa pessoa não pode estar dentro do grupo dos motociclistas. É o clássico raciocínio por exclusão, bem comum em prova. Agora aplique isso ao Jorge: a premissa II afirma que Jorge não sabe andar de bicicleta. Como todo motociclista sabe pedalar, Jorge não pode ser motociclista. Se fosse, haveria contradição com a premissa I. Então a conclusão correta é justamente a alternativa A. Já a informação sobre Fernando não ajuda a fechar nenhuma negação. Saber andar de bicicleta não permite concluir que ele seja motociclista, porque a regra só funciona de um lado: todo motociclista sabe pedalar, mas nem todo mundo que sabe pedalar é motociclista. A banca adora essa inversão: o caminho é de ida, não de volta. Em lógica de concursos, isso é um exemplo básico de dedução válida por modus tollens: se P implica Q, e não Q, então não P. Não é preciso decorar o nome latino para acertar, mas ajuda a reconhecer a estrutura quando a questão aparece fantasiada de texto simples.