Considere as seguintes premissas: I. Todo padeiro acorda cedo. II. Algum professor acorda cedo. III. Marcelo não acorda cedo. Com base nessas premissas, pode-se concluir corretamente que Marcelo
- A)é professor.
Errada, porque a premissa II fala de algum professor que acorda cedo, mas não diz que Marcelo seja esse professor.
- B)não é padeiro.
Certa, porque se todo padeiro acorda cedo e Marcelo não acorda cedo, ele não pode ser padeiro.
- C)não é professor.
Errada, porque nada nas premissas permite concluir que Marcelo não é professor; a informação dada só fala do horário em que ele acorda.
- D)não é professor nem padeiro.
Errada, porque só é possível excluir com certeza a condição de padeiro; a profissão de professor não foi negada pelas premissas.
Gabarito: B
Aqui a chave é transformar as frases em uma relação lógica simples: se alguém é padeiro, então acorda cedo. Em linguagem de lógica, isso significa que ser padeiro está dentro do conjunto de quem acorda cedo. Então, se uma pessoa não acorda cedo, ela não pode ser padeiro, porque isso contrariaria a premissa I. A premissa II diz que existe pelo menos um professor que acorda cedo, mas isso não permite concluir nada sobre o Marcelo em especial. Já a premissa III informa apenas que Marcelo não acorda cedo. Juntando isso com a premissa I, a conclusão segura é: Marcelo não é padeiro. Perceba o ponto clássico de concurso: de "algum professor acorda cedo" você não pode sair distribuindo características para qualquer pessoa. É o erro de generalizar o que vale para um caso para outro diferente. Em lógica, existe uma diferença enorme entre "todo" e "algum". Então o gabarito B está correto porque, se todo padeiro acorda cedo e Marcelo não acorda cedo, ele necessariamente não pode ser padeiro. É uma conclusão direta por contraposição informal da premissa universal. Em provas, isso costuma cair como silogismo categórico, sem precisar de lei específica, só da estrutura lógica mesmo.