Considere verdadeira a seguinte proposição: “Se Marta é advogada, então Fernanda é médica e Gustavo não está empregado”. Sendo verdade que Gustavo está empregado, conclui-se como necessariamente verdadeiro que:
- A)Marta é advogada.
Errada, porque se Marta fosse advogada e o consequente fosse falso, a condicional apresentada deixaria de ser verdadeira.
- B)Fernanda é médica.
Errada, porque a informação sobre Gustavo empregado não permite concluir que Fernanda seja médica.
- C)Marta não é advogada.
Certa, pois a verdade da condicional com consequente falso obriga o antecedente a ser falso.
- D)Fernanda não é médica.
Errada, porque a questão não autoriza negar isoladamente que Fernanda seja médica.
Gabarito: C
Em lógica, uma proposição condicional do tipo "se P, então Q" só fica falsa em um caso bem específico: quando P é verdadeira e Q é falsa. Em qualquer outra situação, ela continua verdadeira. Aqui, a proposição dada é: se Marta é advogada, então Fernanda é médica e Gustavo não está empregado. Agora vem a chave da questão: foi informado que Gustavo está empregado. Isso contradiz a parte "Gustavo não está empregado", que faz parte do consequente da condicional. Ou seja, o consequente fica falso. Se a condicional é verdadeira e o consequente é falso, então o antecedente não pode ser verdadeiro. Traduzindo sem mistério: não dá para manter "Marta é advogada" como verdadeiro, porque isso exigiria um consequente verdadeiro, e ele não é. Logo, necessariamente, Marta não é advogada. Esse raciocínio é a clássica ideia da contraposição: de P -> Q, e não Q, conclui-se não P. Esse tipo de questão é muito comum em provas de Raciocínio Lógico, porque a banca adora ver se voce domina a tabela-verdade da implicação sem cair no impulso de achar que uma parte do consequente salva a outra. Não salva: se o consequente cai, o antecedente cai junto por força da verdade da condicional.