Após uma polêmica votação de certo Projeto de Lei na Câmara, os vereadores: Anjo; Bela; Cifro; Dado; e, Eila foram questionados pela população sobre terem votado a favor ou contra a aprovação do referido Projeto de Lei, pois apenas um dos vereadores votou a favor. As declarações dadas pelos vereadores foram: • Anjo: Quem votou a favor foi o Dado. • Bela: Cifro não votou a favor. • Cifro: Eila votou a favor. • Dado: Eu não votei a favor. • Eila: Anjo votou a favor. Sabendo-se que apenas um dos vereadores fez uma declaração verdadeira, conclui-se que quem votou a favor do Projeto de Lei foi:
- A)Eila.
Errada, porque se Eila tivesse votado a favor, haveria mais de uma declaração verdadeira.
- B)Anjo.
Errada, porque se Anjo tivesse votado a favor, também surgiriam várias afirmações verdadeiras.
- C)Cifro.
Certa, pois ao tomar Cifro como o único voto favorável, sobra exatamente uma declaração verdadeira.
- D)Dado.
Errada, porque Dado como favorável não respeita a condição de haver apenas uma fala verdadeira.
Gabarito: C
Esse tipo de questão mistura lógica de argumentação com contagem de verdades. A ideia é simples: como só existe 1 vereador que votou a favor e apenas 1 declaração é verdadeira, você testa as possibilidades e elimina as que produzem mais de uma verdade. É quase uma investigação policial, só que com menos café e mais rigor lógico. Vamos chamar de "verdadeira" a fala que bate com a realidade. Se o votante favorável fosse o Anjo, por exemplo, a fala de Bela, a de Dado e a de Eila acabariam verdadeiras ao mesmo tempo, o que quebra a regra do enunciado. Se fosse a Bela, também apareceriam duas verdades. Então essas hipóteses caem. Quando você testa Cifro como o único que votou a favor, acontece o encaixe perfeito: a fala de Bela, "Cifro não votou a favor", fica falsa; a de Cifro, "Eila votou a favor", também fica falsa; a de Dado, "Eu não votei a favor", fica verdadeira; e a de Anjo e a de Eila ficam falsas. Resultado: exatamente uma afirmação verdadeira, como o problema pede. Logo, o gabarito é a alternativa C, porque Cifro foi o único vereador que votou a favor. Em lógica de concurso, quando o enunciado fala em "apenas uma verdade", você quase sempre resolve por teste de hipóteses e eliminação, sem precisar montar uma tabela gigante.