Analise as duas premissas a seguir, sendo I falsa e II verdadeira. I. Se Kelly é presidente do CORE-DF, então Jefferson é assistente administrativo e Marcus é analista do CORE-DF. II. Se Jefferson é assistente administrativo, então Marcus não é analista do CORE-DF. Decorre destas premissas que é necessariamente verdadeira a seguinte proposição:
- A)Kelly é presidente do CORE-DF ou Jefferson é assistente administrativo.
Correta, porque Kelly é presidente do CORE-DF é verdadeira pela falsidade da premissa I, e uma disjunção com um lado verdadeiro é necessariamente verdadeira.
- B)Se Marcus não é analista do CORE-DF, Kelly não é presidente do CORE-DF.
Errada, porque a premissa não permite concluir essa relação condicional entre Marcus não ser analista e Kelly não ser presidente.
- C)Kelly não é presidente do CORE-DF e Jefferson não é assistente administrativo.
Errada, porque contradiz o que se extrai da falsidade da premissa I, já que Kelly acaba sendo presidente do CORE-DF.
- D)Se Jefferson não é assistente administrativo, Kelly não é presidente do CORE-DF.
Errada, porque não há base suficiente para afirmar essa condicional em todos os casos possíveis.
Gabarito: A
Em questões de lógica, a chave é lembrar: uma implicação só é falsa em um caso bem específico, quando o antecedente é verdadeiro e o consequente é falso. Aqui, a premissa I é falsa. Então, necessariamente, Kelly é presidente do CORE-DF é verdadeiro, e a parte “Jefferson é assistente administrativo e Marcus é analista” falha como um todo. Já a premissa II é verdadeira, então ela continua válida, mas o ponto decisivo mesmo vem da falsidade da I. Se Kelly é presidente, a alternativa A já fica garantida de imediato: “Kelly é presidente do CORE-DF ou Jefferson é assistente administrativo” é uma disjunção, e basta um dos lados ser verdadeiro para a frase inteira ser verdadeira. Como o primeiro lado é verdadeiro, não há escape aqui. As demais alternativas tentam transformar a informação em relações mais fortes, mas não podem ser concluídas só com o que foi dado. Em prova, isso é clássico: a banca te entrega uma implicação falsa para você puxar uma certeza absoluta, mas você tem que enxergar o que ficou realmente fixado pelas condições. Resumo mental útil: implicação falsa = antecedente verdadeiro e consequente falso. Depois, em uma disjunção (ou), se um lado é verdadeiro, acabou a discussão. Foi exatamente isso que salvou a letra A.