Considere a sentença FALSA: “Se Andrey é gerente e Joelma não é fiscal, então Luciana é telefonista.” Então, é correto afirmar que:
- A)Andrey é gerente; Joelma não é fiscal; Luciana é telefonista.
Errada, porque embora o antecedente possa ser verdadeiro, a conclusão está verdadeira e isso não torna a condicional falsa.
- B)Andrey não é gerente; Joelma é fiscal; Luciana é telefonista.
Errada, porque o antecedente não ficou verdadeiro como a condicional falsa exige, além de a conclusão também estar verdadeira.
- C)Andrey é gerente; Joelma não é fiscal; Luciana não é telefonista.
Certa, pois a condicional só é falsa quando o antecedente é verdadeiro e o consequente é falso, exatamente como aqui.
- D)Andrey não é gerente; Joelma é fiscal; Luciana não é telefonista.
Errada, porque o antecedente não ficou verdadeiro e, além disso, a conclusão falsa sozinha não basta para invalidar a condicional.
Gabarito: C
Em uma proposição condicional do tipo “se P, então Q”, só existe um cenário que a torna falsa: quando o antecedente P é verdadeiro e o consequente Q é falso. Em qualquer outro caso, a condicional continua verdadeira. Parece simples, mas é justamente aí que a banca gosta de colocar a rasteira. Aqui, a frase é: “Se Andrey é gerente e Joelma não é fiscal, então Luciana é telefonista.” O antecedente é uma conjunção: “Andrey é gerente e Joelma não é fiscal”. Para a sentença toda ser falsa, essa parte precisa ser verdadeira, ou seja, Andrey é gerente e Joelma não é fiscal. Já a conclusão precisa ser falsa, então Luciana não é telefonista. Isso nos leva diretamente à alternativa C: Andrey é gerente; Joelma não é fiscal; Luciana não é telefonista. É exatamente a combinação que derruba uma condicional. Em linguagem de tabela-verdade, é o único caso em que P verdadeiro e Q falso faz a seta “quebrar”. Esse é um ponto clássico de lógica proposicional em concursos: a falsa implicação não depende de “chute de vida real”, e sim da estrutura lógica da frase. Então, sempre que a questão disser que a sentença condicional é falsa, você já sabe o roteiro: antecedente verdadeiro e consequente falso.