Considere a proposição: “Se Ester pratica natação, então ela faz atividade física”. Assinale a proposição equivalente à qual foi apresentada anteriormente.
- A)“Ester pratica natação e faz atividade física.”
Errada, porque "natação e atividade física" não é equivalente à condicional; a frase original não exige que as duas ocorram juntas.
- B)“Ester pratica natação ou faz atividade física.”
Errada, porque "ou" sem a negação da hipótese não reproduz a estrutura lógica de "se... então...".
- C)“Ester não pratica natação e faz atividade física.”
Errada, porque mistura negação da hipótese com conjunção, e a condicional não se transforma em "não P e Q".
- D)“Ester não pratica natação ou faz atividade física.”
Certa, pois a condicional "se P, então Q" é logicamente equivalente a "não P ou Q".
Gabarito: D
Nesta questão, a frase "Se Ester pratica natação, então ela faz atividade física" tem a forma lógica de uma condicional: se P, então Q. Em lógica, essa estrutura não é lida como uma ligação de causa no sentido comum, mas como uma proposição composta que pode ser reescrita por equivalência lógica. A equivalência mais importante aqui é: "se P, então Q" é o mesmo que "não P ou Q". Traduzindo: se Ester pratica natação (P), então ela faz atividade física (Q) é equivalente a dizer que Ester não pratica natação ou faz atividade física. Essa troca é clássica em tabelas-verdade e aparece muito em provas. Por isso, o gabarito é a letra D. A banca quer que você reconheça a forma padrão da condicional e aplique a equivalência material: P -> Q equivale a ~P v Q. Não há truque de português aqui, é lógica pura e simples, quase uma receita de bolo: negue a hipótese e una com "ou" a conclusão. Se você tentar montar a tabela-verdade, verá que as duas proposições ficam verdadeiras e falsas nos mesmos casos. Esse é o teste definitivo de equivalência. Em concursos, essa transformação é uma das favoritas quando o assunto é proposição composta.