Considere a seguinte proposição: “Se José é friburguense, então Maria é fluminense”. Sabendo-se que o valor lógico dessa proposição é falso, assinale a afirmativa que apresenta uma proposição verdadeira.
- A)José é friburguense e Maria é fluminense.
Errada, porque se José é friburguense e Maria é fluminense, a condicional fica verdadeira, não falsa.
- B)Maria é fluminense e José não é friburguense.
Errada, porque quando José não é friburguense, a condicional é verdadeira independentemente de Maria ser ou não fluminense.
- C)José é friburguense e Maria não é fluminense.
Certa, pois a condicional só é falsa quando José é friburguense e Maria não é fluminense.
- D)Maria não fluminense e José não é friburguense.
Errada, porque a alternativa afirma duas negações, o que não caracteriza o único caso que torna a condicional falsa.
Gabarito: C
Em uma proposição condicional, do tipo "se P, então Q", ela só é falsa em um único caso: quando a primeira parte acontece e a segunda não acontece. Ou seja, P verdadeira e Q falsa. Nos demais cenários, a condicional é verdadeira. É uma daquelas regras clássicas da lógica proposicional que caem muito em prova, sem mistério: o "se" puxa a condição inicial, e o "então" aponta a consequência. Aqui, a proposição é: "Se José é friburguense, então Maria é fluminense". Como o enunciado diz que ela é falsa, necessariamente José é friburguense e Maria não é fluminense. Pronto: esse é o único cenário que derruba a condicional. Agora observe a alternativa C: "José é friburguense e Maria não é fluminense". Ela reproduz exatamente a situação que torna a condicional falsa no enunciado. Em outras palavras, a alternativa C descreve a combinação de fatos que o exercício acabou de informar. Se quiser guardar a ideia para a prova, pense assim: condicional falsa é rara, quase teimosa, porque só aparece quando a promessa do "se... então..." é quebrada. Na linguagem da tabela-verdade, isso é a linha P verdadeira e Q falsa, o que confirma o gabarito C.