Considere a seguinte estrutura lógica: • Todo assistente jurídico sabe ajuizar uma ação; • Jonas sabe ajuizar uma ação; e, • Carlos não é assistente jurídico. Conclusões: I. Jonas é assistente jurídico. II. Carlos não sabe ajuizar uma ação. Das conclusões apresentadas,
- A)ambas são válidas.
Errada, porque nenhuma das conclusões pode ser deduzida com segurança a partir das premissas dadas.
- B)apenas a I é válida.
Errada, pois Jonas saber ajuizar uma ação não permite concluir que ele seja assistente jurídico.
- C)apenas a II é válida.
Errada, porque Carlos não ser assistente jurídico não autoriza afirmar que ele não saiba ajuizar uma ação.
- D)ambas são inválidas.
Correta, já que as duas conclusões extrapolam o que as premissas realmente garantem.
Gabarito: D
Aqui a chave é lembrar que, em lógica, uma proposição do tipo "Todo A é B" só permite concluir que, se alguém for A, então será B. Ela não autoriza a conversão automática: de "sabe ajuizar uma ação" para "é assistente jurídico". Esse é o clássico erro de tomar o consequente pela causa, algo bem comum em prova de raciocínio lógico. Vamos traduzir: "Todo assistente jurídico sabe ajuizar uma ação" vira algo como A -> B. Se alguém é assistente jurídico, então sabe ajuizar. Mas o inverso não vale. Portanto, de "Jonas sabe ajuizar uma ação" não dá para afirmar que Jonas é assistente jurídico. Ele pode saber ajuizar por outros motivos, sem ser assistente. Na segunda conclusão, também não há passagem lógica suficiente. Dizer que "Carlos não é assistente jurídico" não permite concluir que ele não sabe ajuizar uma ação, porque a primeira premissa só afirma o que acontece com os assistentes jurídicos, não o que acontece com os não assistentes. Ou seja, não ser A não implica não ser B. Isso seria outra inversão indevida. Assim, as duas conclusões falham. O gabarito D está correto porque nenhuma delas decorre necessariamente das premissas. Em linguagem de prova: a premissa estabelece uma relação suficiente, mas não necessária, então você não pode fazer atalhos lógicos.