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Raciocínio Lógico · CONSULPLAN · 2023

Questão comentada de Raciocínio Lógico

Considere a seguinte estrutura lógica: • Todo assistente jurídico sabe ajuizar uma ação; • Jonas sabe ajuizar uma ação; e, • Carlos não é assistente jurídico. Conclusões: I. Jonas é assistente jurídico. II. Carlos não sabe ajuizar uma ação. Das conclusões apresentadas,

Gabarito: D

Aqui a chave é lembrar que, em lógica, uma proposição do tipo "Todo A é B" só permite concluir que, se alguém for A, então será B. Ela não autoriza a conversão automática: de "sabe ajuizar uma ação" para "é assistente jurídico". Esse é o clássico erro de tomar o consequente pela causa, algo bem comum em prova de raciocínio lógico. Vamos traduzir: "Todo assistente jurídico sabe ajuizar uma ação" vira algo como A -> B. Se alguém é assistente jurídico, então sabe ajuizar. Mas o inverso não vale. Portanto, de "Jonas sabe ajuizar uma ação" não dá para afirmar que Jonas é assistente jurídico. Ele pode saber ajuizar por outros motivos, sem ser assistente. Na segunda conclusão, também não há passagem lógica suficiente. Dizer que "Carlos não é assistente jurídico" não permite concluir que ele não sabe ajuizar uma ação, porque a primeira premissa só afirma o que acontece com os assistentes jurídicos, não o que acontece com os não assistentes. Ou seja, não ser A não implica não ser B. Isso seria outra inversão indevida. Assim, as duas conclusões falham. O gabarito D está correto porque nenhuma delas decorre necessariamente das premissas. Em linguagem de prova: a premissa estabelece uma relação suficiente, mas não necessária, então você não pode fazer atalhos lógicos.

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