Para a lógica matemática, sobre argumento válido, analise as afirmativas a seguir. I. Se a Terra é uma estrela, então ela gira em torno do Sol. A Terra é uma estrela. Portanto, a Terra gira em torno do Sol. II. Se João está vivo, então ele está morto. João está vivo. Logo, João está morto. III. Se a Lua é satélite da Terra, então tem órbita em torno do Sol. A Lua é satélite natural da Terra. Portanto, a Lua tem órbita em torno do Sol. IV. Se Mário é jogador de vôlei profissional, então é atleta. Mário é jogador de vôlei profissional. Logo, Mário é atleta. Está correto o que se afirma apenas em
- A)I, II, III e IV.
A alternativa afirma que as quatro inferências apresentadas são válidas. Em I, II, III e IV a conclusão decorre da premissa condicional pelo esquema do modus ponens, isto é, se você afirma o antecedente, pode concluir o consequente. A verdade material das frases não altera a validade formal, por isso todas as afirmativas entram como corretas.
- B)IV, apenas.
A alternativa sustenta que apenas a IV é válida. De fato, em IV há um raciocínio do tipo "se Mário é jogador de vôlei profissional, então é atleta; Mário é jogador de vôlei profissional; logo, Mário é atleta", que é uma dedução correta. O problema é a exclusividade, porque I e II também seguem a mesma forma válida, e III igualmente permite a conclusão pela relação entre "satélite natural da Terra" e "satélite da Terra".
- C)III e IV, apenas.
A alternativa diz que somente III e IV estão corretas. Essas duas realmente comportam a conclusão por encadeamento dedutivo, mas a opção deixa de fora I e II, que também têm estrutura válida de inferência condicional. Em lógica, o que importa é a forma do argumento, e não a plausibilidade do conteúdo das premissas.
- D)I, II e III, apenas.
A alternativa afirma que I, II e III são válidas, mas não IV. O erro está em excluir IV, porque ali também existe modus ponens: dada a condicional "se Mário é jogador de vôlei profissional, então é atleta" e afirmado o antecedente, a conclusão segue necessariamente. Assim, a opção omite uma afirmativa que também satisfaz a regra lógica do enunciado.
- E)I, III e IV, apenas.
A alternativa seleciona I, III e IV, afastando II. Isso não se sustenta, porque II também é formalmente válido: de "se João está vivo, então ele está morto" e "João está vivo", conclui-se "João está morto" pelo mesmo padrão dedutivo. O fato de o conteúdo ser absurdo ou contraditório não torna o argumento inválido; apenas mostra que ele não é sólido quanto à verdade das premissas.
Gabarito: A
Em Lógica, argumento válido é aquele em que a conclusão decorre corretamente das premissas pela forma do raciocínio, mesmo que as frases falem de coisas absurdas ou falsas. Aqui aparece o padrão clássico do modus ponens: "Se P, então Q; P; logo, Q". Se a estrutura está certa, o argumento é válido. É por isso que a banca gosta de misturar verdade e validade. Um argumento pode ser válido e, ainda assim, partir de premissas estranhas, falsas ou sem sentido no mundo real. A lógica não está preocupada com astronomia, medicina ou futebol, mas com a ligação entre as proposições. Na afirmativa I, temos exatamente a forma "Se a Terra é uma estrela, então gira em torno do Sol. A Terra é uma estrela. Logo, gira em torno do Sol." A conclusão segue da premissa condicional. O conteúdo pode ser falso, mas a estrutura é válida. O mesmo vale para II, III e IV. Em todas, a forma é do tipo "se P então Q; P; logo Q", então todas são válidas. Por isso, o gabarito é A: I, II, III e IV.