Analise as afirmativas a seguir. Se Ana disse a verdade, Caio e João mentiram; se João mentiu, Laura disse a verdade; e, se Laura disse a verdade, Linhares é um município do estado do Maranhão. Como Linhares não é município do Maranhão, quem está mentindo?
- A)Ana e Caio.
Errada, porque a cadeia lógica não sustenta que Ana e Caio sejam os mentirosos ao mesmo tempo.
- B)Ana e Laura.
Correta, pois a negação da última consequência obriga a revisar a cadeia e leva a essa dupla como mentirosa.
- C)João e Laura
Errada, porque a relação entre João e Laura não fecha dessa forma quando você aplica corretamente as implicações.
- D)Todos mentiram, exceto Laura.
Errada, porque a conclusão não é que todos mentiram menos Laura; a lógica das setas não permite essa generalização.
Gabarito: B
A questão trabalha com implicações lógicas em cadeia. Pense assim: se uma condição leva a outra, e o final da cadeia é falso, então alguma etapa anterior precisa falhar. Aqui temos: se Ana disse a verdade, então Caio e João mentiram; se João mentiu, então Laura disse a verdade; e se Laura disse a verdade, então Linhares é município do Maranhão. O enunciado informa que Linhares não é município do Maranhão. Logo, a última condição é falsa. Numa implicação do tipo "se P, então Q", quando Q é falso, você não pode ter P verdadeiro. Então, se "Laura disse a verdade -> Linhares é do Maranhão" e Linhares não é do Maranhão, conclui-se que Laura mentiu. Agora entra a segunda peça: se João mentiu, Laura disse a verdade. Como Laura mentiu, essa consequência não pode ter sido acionada. Então João não mentiu, isto é, João disse a verdade. E, se João disse a verdade, isso já impede a conclusão de que Caio tenha mentido por causa da primeira frase. A leitura correta, portanto, leva a identificar quem necessariamente mente pela cadeia dada. O gabarito B está correto porque, pela análise da cadeia, Ana e Laura são os nomes que ficam incompatíveis com o cenário lógico apresentado. Em provas da CONSULPLAN, a sacada costuma ser transformar cada "se... então..." em uma via de mão única: não dá para inverter a seta do jeito que a pressa pede.