Considere os seguintes argumentos: I. Todos os números pares são naturais. “X” é um número par. Logo, “X” é um número natural. II. Todos piauienses são nordestinos. Geraldo não é piauiense. Logo, Geraldo não é nordestino. III. Os servidores da SEFAZ-PI trabalham na fiscalização ou na área administrativa. Jéssica é servidora da SEFAZ-PI e não trabalha na área administrativa. Logo, Jéssica trabalha na fiscalização. Considerando tais argumentos, está correto o que se afirma em
- A)I, II e III.
Errada, porque o argumento II é inválido, já que negar que alguém pertence a um subconjunto não autoriza concluir que ele não pertence ao conjunto maior.
- B)I e II, apenas.
Errada, porque o item III também é válido, então não se pode ficar apenas com I e II.
- C)I e III, apenas.
Certa, pois I é um caso de modus ponens e III permite concluir fiscalizacao ao excluir a outra alternativa.
- D)II e III, apenas.
Errada, porque o item II é o único inválido; I também está correto.
Gabarito: C
Aqui a banca está cobrando formas clássicas de argumento, quase um desfile de estruturas lógicas. O primeiro caso é um exemplo certinho de modus ponens: se todos os pares são naturais, e X é par, então X é natural. Não tem mistério, a conclusão decorre da premissa. No segundo caso, aparece a pegadinha favorita de muita prova: de “todos os piauienses são nordestinos” e “Geraldo não é piauiense”, não se pode concluir que ele não seja nordestino. Isso é o famoso erro de negar o antecedente. Ele pode até ser nordestino por outro caminho, sem ser piauiense. No terceiro argumento, a ideia é de alternativa exclusiva no contexto apresentado: se o servidor da SEFAZ-PI trabalha na fiscalização ou na área administrativa, e Jéssica não está na área administrativa, sobra a fiscalização. Aqui a conclusão é válida porque a informação dada elimina uma das opções. Por isso, o gabarito é C: os argumentos I e III estão corretos, enquanto o II é inválido. Em questões assim, o segredo é identificar se a conclusão realmente nasce das premissas ou se a banca está só tentando te convencer no grito.