Considere-se que, entre as cinco opções de uma questão, as duas primeiras estejam erradas e que, entre as demais opções, uma tenha a metade da chance de estar correta em relação a outra opção e o dobro da chance de estar correta em relação à opção restante. Nessa situação, a probabilidade de a opção que tem maior chance de estar correta estar efetivamente correta
- A)é inferior a 10%.
Errada, porque a maior chance encontrada é de aproximadamente 57,14%, bem acima de 10%.
- B)está entre 10% e 20%.
Errada, porque 57,14% também fica acima da faixa de 10% a 20%.
- C)está entre 20% e 40%.
Errada, porque a probabilidade da opção mais provável supera 40%, então não cabe nessa faixa.
- D)está entre 40% e 60%.
Certa, porque a opção com maior chance tem probabilidade de 4/7, isto é, cerca de 57,14%, valor entre 40% e 60%.
- E)é superior a 60%.
Errada, porque 57,14% não ultrapassa 60%.
Gabarito: D
Aqui a ideia é transformar a frase em proporção. Se entre as 3 últimas opções uma tem metade da chance de outra e o dobro da chance da terceira, então as chances ficam em uma razão do tipo 1, 2 e 4. Isso acontece porque, se uma é o dobro de uma e a metade de outra, ela fica no meio dessa escadinha de proporções. Agora vem a conta simples: somando as partes, temos 1 + 2 + 4 = 7. A opção com maior chance é a que vale 4 partes, então sua probabilidade é 4/7. Fazendo a conversão, 4/7 é aproximadamente 57,14%. Ou seja, está entre 40% e 60%. Por isso o gabarito é a letra D. Esse tipo de questão é clássico de razão e proporção em probabilidade: não precisa de fórmula complicada, basta organizar as chances relativas e dividir a parte desejada pelo total. A banca gosta bastante dessa leitura cuidadosa do enunciado, porque muita gente se perde na linguagem e esquece de montar a razão corretamente.