De acordo com as “Referências Técnicas para Atuação de Psicólogas(os) na Educação Básica” (2019), são possibilidades de atuação da/o psicóloga/o na escola, EXCETO:
- A)Contribuir com o conhecimento crítico da psicologia, elucidando como os processos de ensino e aprendizagem se constituíram historicamente em decorrência das práticas sociais e escolares que o produziram.
Certa, porque a atuação escolar pode promover leitura crítica dos processos de ensino e aprendizagem em seu contexto histórico e social.
- B)Cuidar e promover a saúde mental, por meio do atendimento psicoterápico/clínico, individual e/ou grupal de todos os agentes que participam da comunidade escolar.
Errada, porque atendimento psicoterápico/clínico individual ou grupal nao é atribuição central da(o) psicóloga(o) na educação básica segundo as Referências Técnicas de 2019.
- C)Contribuir para o fortalecimento de uma gestão educacional democrática, que considere todos os agentes que participam da comunidade escolar.
Certa, pois a Psicologia pode contribuir para uma gestão educacional democrática e participativa.
- D)Participar do trabalho de elaboração, avaliação e reformulação do projeto político pedagógico, destacando a dimensão psicológica ou subjetiva da realidade escolar.
Certa, porque a participação no PPP faz parte da atuação institucional da Psicologia na escola.
- E)Trabalhar, junto aos educadores, conteúdos sobre o desenvolvimento e aprendizagem, assim como questões sobre relações interpessoais que permeiam o processo educativo.
Certa, já que a(o) psicóloga(o) pode trabalhar com educadores temas ligados a desenvolvimento, aprendizagem e relações interpessoais.
Gabarito: B
As Referências Técnicas para Atuação de Psicólogas(os) na Educação Básica (2019) reforçam que a atuação da Psicologia na escola deve ser institucional, preventiva, coletiva e voltada para os processos educacionais, e nao para uma lógica de atendimento clínico individual dentro do ambiente escolar. A ideia central é ajudar a transformar a escola, olhando para ensino, aprendizagem, vínculos, gestão, inclusão e as relações que atravessam o cotidiano escolar. Ou seja: psicóloga(o) na educação básica nao é “terapeuta da escola”, mas uma profissional que contribui para pensar a escola de forma crítica e coletiva. Por isso, a alternativa B está correta como exceção. Atender psicoterapeuticamente, de modo individual e/ou grupal, todos os membros da comunidade escolar é uma proposta típica da clínica, nao da atuação institucional prevista nessas Referências Técnicas. O documento do CFP orienta que a prática na escola nao deve reduzir os problemas educacionais a questões emocionais isoladas, nem substituir serviços de saúde mental existentes. As demais alternativas descrevem ações compatíveis com esse referencial: análise crítica dos processos educacionais, apoio à gestão democrática, participação no projeto político-pedagógico e trabalho conjunto com educadores sobre desenvolvimento, aprendizagem e relações interpessoais. Em resumo, a Psicologia na escola atua para fortalecer o processo educativo, nao para transformar a escola em consultório.