Em qual alternativa a atuação do psicólogo do trânsito para a promoção da saúde e a preservação da vida no trânsito não está coerente? O psicólogo do trânsito:
- A)pode atuar na proposição de medidas interventivas ao poder público para a promoção da saúde.
Certa, porque o psicólogo do trânsito pode propor ações e medidas interventivas voltadas à promoção da saúde e à segurança viária.
- B)deve buscar estimular a aquisição da CNH pelos jovens.
Errada, porque a atuação do psicólogo não é estimular a CNH pelos jovens, e sim avaliar riscos e favorecer decisões seguras no trânsito.
- C)pode identificar sinais de saúde e encaminhar os candidatos aos devidos cuidados.
Certa, porque o profissional pode identificar indicadores de saúde ou risco e encaminhar a pessoa para os cuidados adequados.
- D)deve ser imparcial e ético, buscando avaliar os riscos para a sociedade.
Certa, porque a atuação deve ser ética, técnica e imparcial, considerando os riscos para a coletividade.
- E)pode atuar de forma a orientar os atores no trânsito a comportamentos seguros e preventivos.
Certa, porque orientar comportamentos seguros e preventivos é parte da função educativa e preventiva do psicólogo do trânsito.
Gabarito: B
A psicologia do trânsito atua muito além do exame para obter ou renovar a habilitação. Ela também pode desenvolver ações preventivas, educativas e de promoção da saúde, com foco em reduzir riscos, preservar vidas e qualificar o comportamento no trânsito. Em outras palavras, o psicólogo do trânsito não trabalha para "liberar geral", mas para ajudar a tornar o trânsito mais seguro e humano. Na prática, isso inclui orientar condutores, pedestres e outros atores do sistema de trânsito, identificar fatores de risco e até propor medidas ao poder público. Essa atuação dialoga com a lógica da Política Nacional de Trânsito e com as atribuições profissionais previstas pelo Sistema Conselhos de Psicologia, sempre dentro de uma postura ética, técnica e imparcial. O ponto central da questão é que o psicólogo do trânsito não deve estimular a obtenção da CNH como se isso fosse um objetivo em si, especialmente entre jovens. O objetivo da atuação psicológica é avaliar aptidões, riscos e condições para uma condução segura, e não ampliar o acesso à habilitação sem critério. O foco é segurança viária, não incentivo indiscriminado. Por isso, a alternativa incorreta é a que diz que o profissional deve buscar estimular a aquisição da CNH pelos jovens. Isso contraria a finalidade preventiva e protetiva da Psicologia do Trânsito, que é contribuir para a preservação da vida e para a redução de sinistros, sempre com responsabilidade técnica e ética.