Segundo o modelo transacional de estresse de Lazarus e Folkman (1991), o coping se refere aos esforços cognitivos e comportamentais a fim de responder às demandas internas e/ou externas avaliadas como excedentes aos próprios recursos. As estratégias de coping podem ser orientadas:
- A)ao problema e à emoção.
Correta, porque Lazarus e Folkman definem coping como estratégias voltadas ao problema e à emoção.
- B)à situação e à opinião.
Errada, pois "situação" e "opinião" não são as categorias clássicas da teoria.
- C)à vigilância e à evitação.
Errada, porque vigilância e evitação são respostas possíveis, mas não a divisão principal do modelo.
- D)ao pensamento e à avaliação.
Errada, já que pensamento e avaliação fazem parte do processo de estresse, não das estratégias de coping em si.
- E)à adaptação e à recompensa.
Errada, pois adaptação e recompensa não correspondem à classificação doutrinária de coping proposta pelos autores.
Gabarito: A
No modelo transacional de estresse de Lazarus e Folkman, o estresse não está só no evento em si, mas na forma como você percebe e interpreta a situação. Primeiro, você faz uma avaliação cognitiva: "isso me ameaça?", "eu dou conta?". Se a demanda parecer maior que seus recursos, entram em cena os esforços de coping, isto é, as estratégias usadas para lidar com o problema. Essas estratégias costumam ser divididas em dois grandes tipos. O coping focado no problema tenta mexer na situação estressora: planejar, resolver, buscar informação, organizar ações. Já o coping focado na emoção tenta regular o impacto emocional: diminuir ansiedade, controlar a tensão, reinterpretar o acontecimento, buscar apoio afetivo. É por isso que o gabarito é a alternativa A. A classificação clássica de Lazarus e Folkman é exatamente essa: estratégias orientadas ao problema e à emoção. Em prova, isso aparece com frequência porque a banca cobra a distinção entre agir sobre a causa do estresse e agir sobre a reação emocional ao estresse. Então, se a questão fala em como a pessoa lida com uma demanda percebida como excessiva, pense logo nessa dupla: problema e emoção. É o tipo de separação que cai muito e ajuda a não confundir coping com termos que parecem parecidos, mas não são a formulação central da teoria.