Em uma empresa com 15 funcionários, constantemente um ou outro indivíduo se queixava de tontura, mal-estar e dor de cabeça. Quando isso ocorria após uma discussão com outros colegas ou com a chefia, a interação social encontrada em função da queixa era: isso é psicológico. Com base no exemplo assinale a alternativa que melhor define o exemplo acima:
- A)Discussões podem resultar em sintomas corporais de fato, como tontura e dor de cabeça.
Correta, porque reconhece que discussões e estresse podem gerar sintomas corporais reais, como tontura e dor de cabeça.
- B)Discussões não resultam em sintomas corporais de fato, como tontura e dor de cabeça.
Errada, porque nega a possibilidade de sintomas físicos decorrentes de conflitos emocionais, o que contraria a abordagem psicossomática.
- C)Discussões podem resultar em sintomas de fato, porém não em sintomas corporais como tontura e dor de cabeça.
Errada, porque admite sintomas, mas exclui justamente os sintomas corporais citados no enunciado, que são os mais compatíveis com o caso.
- D)Discussões podem resultar em sintomas corporais de fato, mas são expressados como ações de fúria.
Errada, porque troca o quadro de sintomas físicos por expressão comportamental de raiva, desviando do exemplo apresentado.
Gabarito: A
A questão trata da relação entre fatores psicológicos e sintomas físicos, algo muito comum em Psicologia das Organizações. Em ambientes de trabalho com tensão, conflito e cobrança, o corpo pode “falar” quando a mente está sobrecarregada. A pessoa não está inventando o sintoma: ela realmente sente tontura, mal-estar e dor de cabeça, embora o gatilho possa estar ligado ao estresse emocional e às discussões no ambiente profissional. Esse é o ponto central do enunciado: quando a queixa aparece depois de um conflito com colegas ou chefia, a explicação mais adequada é que fatores psíquicos podem produzir manifestações corporais reais. Isso é compatível com a visão psicossomática, na qual emoções e estresse influenciam o organismo. Não é “frescura” nem teatro, é uma interação mente-corpo bem conhecida na literatura psicológica. Por isso, o gabarito é a alternativa A. Ela reconhece que discussões podem, sim, resultar em sintomas corporais concretos, como tontura e dor de cabeça. Em termos doutrinários, isso conversa com a ideia de somatização e de resposta fisiológica ao estresse, sem exigir uma causa orgânica única e visível para o sintoma. Em resumo: conflito no trabalho pode virar sintoma no corpo. A banca quer que você perceba que o problema emocional não fica preso na cabeça, ele pode descer para o corpo e aparecer como queixa física legítima.