Caracterizado por um padrão generalizado de instabilidade e hipersensibilidade nos relacionamentos interpessoais, instabilidade na autoimagem, vazio interior, flutuações extremas de humor e impulsividade. Distúrbio de personalidade caracterizado por mudanças súbitas e bem opostas. O diagnóstico é propiciado por meio de critérios clínicos. O tratamento implica a necessidade de psicoterapia e uso de fármacos:
- A)Transtorno de Personalidade Borderline.
Correta, pois reúne os sinais centrais do Transtorno de Personalidade Borderline: instabilidade afetiva, relacional, na autoimagem, vazio e impulsividade.
- B)Transtorno de Personalidade Dependente.
Errada, porque o Transtorno de Personalidade Dependente se caracteriza mais por necessidade excessiva de cuidado e submissão do que por instabilidade emocional intensa.
- C)Transtorno de Personalidade Esquizoide.
Errada, pois o Transtorno de Personalidade Esquizoide envolve distanciamento social e pouca expressão emocional, e não flutuações extremas de humor.
- D)Transtorno de Personalidade Esquizotípica.
Errada, porque o Transtorno de Personalidade Esquizotípica costuma envolver estranheza no pensamento e no comportamento, com ideias peculiares e desconforto social, não o padrão descrito no enunciado.
Gabarito: A
O enunciado descreve o Transtorno de Personalidade Borderline, que é marcado por instabilidade intensa nos relacionamentos, na autoimagem e no humor, além de impulsividade e sensação crônica de vazio. Em outras palavras, a pessoa vive em “picos e vales” emocionais, com mudanças rápidas e muitas vezes difíceis de controlar. É o tipo de quadro em que a instabilidade aparece quase como regra do funcionamento da personalidade, e não como um episódio isolado. Na psicopatologia, o diagnóstico é clínico, feito pela observação dos padrões persistentes de comportamento e pela história do paciente. Isso está em linha com manuais como o DSM-5-TR e a CID-11, que descrevem os transtornos de personalidade como padrões duradouros e inflexíveis, causadores de sofrimento e prejuízo funcional. Não existe exame laboratorial que feche esse diagnóstico sozinho: aqui, a escuta clínica vale ouro. O gabarito é a letra A porque os elementos clássicos do Borderline estão todos no texto: instabilidade afetiva, relacionamentos turbulentos, autoimagem instável, vazio interior e impulsividade. A descrição de “mudanças súbitas e bem opostas” também aponta para a oscilação emocional típica do transtorno, que costuma confundir quem pensa apenas em “mau humor” comum. O tratamento, de modo geral, envolve psicoterapia, especialmente abordagens estruturadas, e pode incluir fármacos para sintomas associados, como ansiedade, depressão, impulsividade ou insônia. As demais alternativas descrevem outros quadros de personalidade, mas não combinam com esse conjunto tão específico de instabilidade emocional e interpessoal. Então, quando a questão falar em relações intensas e instáveis, vazio interno, impulsividade e humor que muda de uma hora para outra, pense em Borderline sem rodeios.