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Psicologia · IDESG · 2025

Questão comentada de Psicologia

Leia a situação hipotética abaixo. Um paciente relata sentimento de culpa persistentes associados a desejos que ele considera inaceitáveis, além de comportamentos compulsivos que ele descreve como tentativas de aliviar sua ansiedade. Durante a análise, observa-se que o paciente frequentemente utiliza racionalização para justificar suas ações e manifesta resistência ao explorar conteúdos reprimidos. Com base nesse cenário, analise as afirmativas abaixo e assinale a alternativa que explica a dinâmica psíquica envolvida na formação dos sintomas do paciente.

Gabarito: B

Na psicanálise, os sintomas não aparecem por acaso: eles costumam ser uma forma de compromisso entre forças internas em conflito. Em termos simples, o id traz desejos e impulsos, o superego cobra regras, culpa e proibições, e o ego tenta fazer a mediação para evitar que a pessoa “desande por dentro”. Quando o conflito fica forte, o psiquismo pode lançar mão de sintomas, defesas e até comportamentos repetitivos para aliviar a tensão. No caso narrado, há culpa persistente por desejos considerados inaceitáveis, o que aponta para um choque entre impulsos internos e as exigências morais do superego. Os comportamentos compulsivos funcionam como tentativa de reduzir a ansiedade produzida por esse conflito. Ou seja, o sintoma não é aleatório: ele ajuda a descarregar ou conter a angústia, ainda que de forma bem custosa para o paciente. A racionalização e a resistência também entram no pacote clássico das defesas do ego. A racionalização “arruma uma desculpa bonita” para algo que incomoda, enquanto a resistência aparece quando conteúdos reprimidos ameaçam vir à tona na análise. Isso é bem compatível com a teoria freudiana sobre mecanismos de defesa e formação de sintomas. Por isso, a alternativa B está correta: o comportamento compulsivo é entendido como uma tentativa do ego de aliviar o conflito entre os desejos inconscientes do id e as exigências repressoras do superego. É a velha negociação psíquica: ninguém vence totalmente, então o sintoma vira uma solução torta, mas funcional o suficiente para manter o conflito sob controle.

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