Em relação aos conflitos conjugais, estes podem ser
- A)construtivos ou destrutivos, conforme o manejo dos indivíduos.
Certa, porque conflitos conjugais podem ter efeito construtivo ou destrutivo dependendo da forma como o casal os administra.
- B)sempre causados por quem tem menos sensibilidade.
Errada, porque conflito conjugal não se explica por uma causa única e pessoal, como falta de sensibilidade de apenas um dos envolvidos.
- C)causados necessariamente quando a mãe de algum dos cônjuges vai morar com a família.
Errada, porque a presença da sogra na casa pode gerar tensão em alguns casos, mas isso não é causa necessária de conflito conjugal.
- D)sempre negativos, pois destroem o casanento e é melhor não falar sobre o assunto.
Errada, porque conflitos não são sempre negativos, e evitar falar sobre eles costuma piorar o problema em vez de resolvê-lo.
- E)sempre positivos, pois forçam o crescimento de ambos e da família.
Errada, porque conflitos não são sempre positivos; sem boa condução, eles podem desgastar a relação e até ampliar a crise.
Gabarito: A
Conflitos conjugais fazem parte da vida em casal e, por si sós, não são algo “bom” ou “ruim”. O que define o efeito do conflito é a forma como ele é manejado: com diálogo, escuta e negociação, ele pode ajudar o casal a ajustar expectativas, fortalecer vínculos e amadurecer a relação. Quando vem com agressividade, desprezo ou rigidez, tende a desgastar a convivência e aumentar a distância entre os parceiros. Na Psicologia das Organizações e da Família, o conflito não é visto como um monstro a ser eliminado, mas como um fenômeno natural das relações humanas. Em vez de pensar “conflito = problema”, o mais correto é pensar “conflito = sinal de diferenças que precisam ser administradas”. Isso vale também para a vida conjugal, em que diferenças de valores, rotina, finanças, educação dos filhos e papéis familiares podem gerar tensão. Por isso, a alternativa A está correta: os conflitos conjugais podem ser construtivos ou destrutivos, conforme o manejo dos indivíduos. Se o casal consegue transformar o atrito em conversa produtiva, o conflito vira oportunidade de crescimento. Se a gestão é ruim, ele vira desgaste. É a velha história: o conflito não é o vilão automático, o jeito de lidar com ele é que manda no enredo. As demais alternativas erram ao trazer explicações absolutas, culpabilização simplista ou generalizações exageradas. A doutrina sobre resolução de conflitos costuma reforçar exatamente essa ideia de que o conflito é inerente às relações e seus efeitos dependem da forma de enfrentamento, negociação e comunicação adotada.