Cuidado Paliativo (CP) é uma abordagem que promove a qualidade de vida de pacientes que enfrentam doenças as quais ameacem a continuidade da vida, além de seus familiares, por meio da prevenção e do alívio do sofrimento. O psicólogo é de fundamental importância nesse contexto, pois
- A)oferece medidas de apoio pautadas nos valores culturais e religiosos do profissional, garantindo acolhimento na fase final da vida.
Errada, porque o apoio psicológico em cuidados paliativos não deve ser baseado nos valores culturais e religiosos do profissional, mas nas necessidades do paciente e da família.
- B)visa aumentar a sensação de bem-estar da pessoa, focando no pensamento positivo para superação da sua condição de terminalidade.
Errada, pois não se trata de impor pensamento positivo nem de prometer superação da terminalidade, e sim de oferecer manejo do sofrimento real.
- C)mantém a esperança do paciente no processo de tratamento, mesmo que este não seja mais eficaz.
Errada, porque manter esperança de forma artificial, quando o tratamento já não é eficaz, pode gerar frustração e não resume a atuação do psicólogo.
- D)auxilia no enfrentamento e na elaboração das experiências emocionais intensas vivenciadas na fase da terminalidade da vida.
Certa, porque o psicólogo ajuda o paciente a enfrentar luto, medo, dor emocional e outras vivências intensas típicas da terminalidade.
Gabarito: D
Cuidado paliativo não é sinônimo de "desistir do paciente". Pelo contrário: ele entra justamente para aliviar sofrimento, preservar dignidade e melhorar a qualidade de vida quando a doença ameaça a continuidade da vida. Nesse cenário, o psicólogo tem papel central, porque a terminalidade costuma trazer medo, tristeza, ansiedade, raiva, culpa e até conflitos familiares que precisam ser cuidados com escuta e acolhimento. O trabalho psicológico nos cuidados paliativos não é vender otimismo forçado nem empurrar pensamento positivo como se isso resolvesse tudo. O foco é ajudar a pessoa a elaborar o que está vivendo, lidar com perdas, ajustar expectativas, comunicar sentimentos e fortalecer recursos emocionais reais para enfrentar a situação. Por isso, o gabarito está na alternativa D: o psicólogo auxilia no enfrentamento e na elaboração das experiências emocionais intensas vivenciadas na fase terminal. Isso combina com a lógica dos cuidados paliativos, que priorizam conforto, dignidade e apoio integral ao paciente e à família, conforme a abordagem difundida pela Organização Mundial da Saúde e pelos princípios da atenção humanizada em saúde. Em prova, sempre desconfie de respostas que transformam o psicólogo em "motivador oficial" da esperança ou em defensor de valores pessoais do profissional. Aqui, o essencial é acolher o sofrimento e ajudar a pessoa a atravessar esse momento com mais sentido, menos angústia e maior suporte emocional.