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Psicologia · FGV · 2025

Questão comentada de Psicologia

Em processo de regulamentação de visitas em Vara de Família, a psicóloga Patrícia entrevistou o casal Ronald e Alice, bem como os filhos do casal, Mateus e Felipe. No decorrer das entrevistas, a psicóloga teve acesso a informações sobre a família de origem de Ronald, que imigrou clandestinamente para o país, e que não têm qualquer relação com o processo. Nesse caso, de acordo com o Código de Ética Profissional do Psicólogo, é correto afirmar que

Gabarito: C

No processo psicológico, a regra é simples: sigilo não é enfeite, é dever profissional. O Código de Ética Profissional do Psicólogo protege as informações obtidas no exercício da profissão, e a divulgação só pode ocorrer dentro dos limites do objetivo do trabalho e do que for realmente necessário para a finalidade do atendimento ou do documento psicológico. Em uma ação de regulamentação de visitas, a psicóloga deve focar no que tem relação direta com a demanda judicial. Se durante a entrevista ela souber de fatos da vida de Ronald que não tenham pertinência com o caso, esses dados não devem aparecer no relatório ou parecer, porque o documento não é um "vale-tudo" para despejar tudo o que foi ouvido. É exatamente por isso que o gabarito é a letra C. As informações sobre a imigração clandestina de Ronald não têm relação com o processo e, portanto, não devem ser mencionadas. O fundamento está no dever de sigilo e na obrigação de restringir os registros ao que é pertinente, previsto no Código de Ética Profissional do Psicólogo e, de forma complementar, nas normas do CFP sobre elaboração de documentos psicológicos. Em concurso, a banca costuma testar se você confunde sigilo com fofoca documental. O psicólogo não deve expor detalhes íntimos só porque teve acesso a eles; ele precisa filtrar o que é relevante, necessário e eticamente justificável. Informação irrelevante fica fora do papel, mesmo que pareça "interessante".

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