Programas de saúde mental em empresas podem promover o bem-estar emocional dos funcionários, prevenir o estresse e reduzir o impacto de transtornos mentais no ambiente de trabalho. As opções a seguir dão exemplos de programas de saúde mental que podem ser desenvolvidos no ambiente laboral contemplando o bem estar dos colaboradores, à exceção de uma. Assinale-a.
- A)Programas de preparação dos funcionários para a aposentadoria.
Certa, porque a preparação para a aposentadoria ajuda na transição de vida e pode prevenir sofrimento emocional nessa fase.
- B)Workshops de gerenciamento de estresse e desconexão digital.
Certa, pois workshops de gerenciamento de estresse e desconexão digital são medidas típicas de promoção de saúde mental no trabalho.
- C)Oferta de espaços de escuta ativa e acolhimento psicológico confidencial.
Certa, porque espaços de escuta ativa e acolhimento psicológico confidencial são ações clássicas de cuidado emocional no ambiente laboral.
- D)Programas de incentivo à ‘pejotização’ e à autonomia profissional dos colaboradores.
Errada, pois incentivo à pejotização não é programa de saúde mental e tende a precarizar as relações de trabalho, aumentando insegurança e estresse.
- E)Palestras educativas sobre temas em saúde mental como tabagismo, alcoolismo e depressão.
Certa, já que palestras sobre tabagismo, alcoolismo e depressão entram na educação em saúde e na prevenção de adoecimento mental.
Gabarito: D
Programas de saúde mental no trabalho são ações voltadas a prevenir adoecimento psíquico, reduzir estresse, oferecer apoio e melhorar o bem-estar emocional dos colaboradores. Na prática, isso inclui iniciativas como orientação psicológica, rodas de conversa, educação em saúde e medidas para equilibrar demandas e descanso. A lógica é simples: empresa não é só planilha, gente também cansa, e o ambiente laboral pode adoecer ou proteger. A FGV costuma cobrar a ideia de promoção de saúde mental com um olhar bem prático, ligado ao cotidiano da empresa. Então entram bem ações como palestras educativas, oficinas de gerenciamento de estresse, espaços de escuta e programas de apoio em fases de transição da vida profissional, como a aposentadoria. Tudo isso conversa com prevenção e cuidado. O gabarito é a letra D porque "pejotização" não é programa de saúde mental nem medida de proteção ao trabalhador. Ao contrário, ela costuma ser associada à precarização das relações de trabalho, com enfraquecimento de direitos e maior insegurança, o que tende a aumentar estresse e sofrimento psíquico. Ou seja, em vez de cuidar da saúde mental, a proposta pode agravar o problema. Em termos de fundamento, a proteção à saúde no trabalho se relaciona com o dever de redução dos riscos ocupacionais e de preservação da dignidade do trabalhador, em linha com a Constituição Federal, art. 7º, XXII, e com diretrizes de saúde e segurança no ambiente laboral. Em resumo: programa de saúde mental precisa acolher, prevenir e proteger, não empurrar o colaborador para um modelo mais frágil e instável.