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Psicologia · FGV · 2025

Questão comentada de Psicologia

Sophia foi demandada a fazer avaliação psicológica de um caso de litígio familiar de disputa de guarda de filhos. Tal conflito teve início com uma ação de guarda unilateral por parte da mãe, ao passo que o pai solicita a guarda compartilhada, da qual a genitora discorda. Em relação à guarda compartilhada, é correto afirmar que

Gabarito: D

A guarda compartilhada, no Brasil, virou regra legal porque a ideia central é manter os dois genitores envolvidos nas decisões importantes da vida da criança. Em vez de transformar a separação em um campeonato de quem “leva o troféu”, a lei busca preservar o poder familiar de ambos, com corresponsabilidade e cooperação. O ponto-chave está no Código Civil, especialmente nos arts. 1.583 e 1.584. Mas atenção: guarda compartilhada não significa, obrigatoriamente, dividir o tempo da criança meio a meio, como se a vida fosse feita em planilha de Excel. O que se compartilha, em regra, são as decisões e as responsabilidades parentais, e o lar de referência pode ser fixado judicialmente conforme o melhor interesse do menor. O gabarito é a letra D porque a guarda compartilhada não deve ser aplicada quando houver elementos que indiquem risco de violência doméstica ou familiar. Isso conversa com a lógica protetiva do sistema e com a redação legal que afasta a guarda compartilhada nessas hipóteses, justamente para não expor a criança e o genitor vulnerável a um ambiente perigoso. Na prática forense, a regra é incentivar a coparentalidade, mas sem ignorar sinais de violência, abuso ou alta conflituosidade grave. Em tema de família, o melhor interesse da criança não é frase bonita de prova: é filtro real de decisão judicial.

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