A reforma psiquiátrica brasileira possibilitou a normatização da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS), dando origem aos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) enquanto dispositivos estratégicos. Com relação aos CAPS é correto afirmar que:
- A)centralizam o cuidado humanizado em saúde mental na RAPS;
Errada, porque os CAPS não centralizam o cuidado na RAPS; eles funcionam de forma articulada com outros pontos da rede e com o território.
- B)priorizam modalidades terapêuticas focadas no uso de psicofármacos;
Errada, porque os CAPS não priorizam psicofármacos como eixo principal, já que o cuidado é ampliado e multiprofissional.
- C)valorizam o trabalho compartilhado nas equipes em detrimento da participação social;
Errada, porque os CAPS valorizam também a participação social e a articulação com a família, a comunidade e outros serviços, não apenas o trabalho interno da equipe.
- D)utilizam a ambulatorização do cuidado como forma dominante de superar a hospitalização;
Errada, porque a ambulatorização isolada não é a lógica dominante dos CAPS; eles operam com cuidado territorial, intensivo e comunitário, não como simples ambulatório tradicional.
- E)visam práticas multiprofissionais em saúde mental e a integralidade do cuidado.
Certa, porque os CAPS se baseiam em equipes multiprofissionais e na integralidade do cuidado, com foco comunitário e territorial.
Gabarito: E
A RAPS, criada para organizar o cuidado em saúde mental fora do modelo manicomial, tem nos CAPS um de seus serviços estratégicos. A ideia central não é isolar a pessoa nem empurrar o tratamento para uma lógica só medicamentosa, mas oferecer cuidado contínuo, territorial e articulado com a rede. Os CAPS trabalham com equipe multiprofissional, acolhimento, projeto terapêutico singular, परिवार? no Portuguese no. Let's craft proper. They integrate psicologia, psiquiatria, enfermagem, serviço social, terapia ocupacional, entre outros, sempre buscando olhar a pessoa em sua totalidade. Isso significa considerar sofrimento psíquico, vínculos familiares, trabalho, moradia, cultura e rede de apoio. Por isso, a alternativa correta é a que fala em práticas multiprofissionais e integralidade do cuidado. Esse é exatamente o espírito da Reforma Psiquiátrica brasileira e da Política Nacional de Saúde Mental, além de estar em sintonia com a Portaria GM/MS nº 3.088/2011, que institui a RAPS e organiza o cuidado em base comunitária. Em resumo: CAPS não é mini-hospital, não é consulta rápida com remédio e não serve para centralizar tudo. Ele existe para cuidar com equipe, território e articulação, tentando devolver protagonismo à pessoa e reduzir a lógica de exclusão.