Mesmo com o expressivo crescimento da presença feminina no mercado de trabalho, persistem desigualdades nas condições de trabalho e o preconceito direcionado às mulheres. As opções a seguir apresentam exemplos dessa situação, à exceção de uma. Assinale-a.
- A)A disparidade salarial entre homens e mulheres.
Certa, porque a disparidade salarial entre homens e mulheres é um exemplo clássico de desigualdade de gênero no trabalho.
- B)A desigualdade na promoção de mulheres a cargos de chefia e liderança.
Certa, porque a menor promoção de mulheres a cargos de chefia revela barreiras à ascensão profissional feminina.
- C)As restrições na contratação de mulheres em idade reprodutiva ou com filhos pequenos.
Certa, porque restringir a contratação de mulheres em idade reprodutiva ou com filhos pequenos é discriminação direta.
- D)O questionamento sobre a vocação das mulheres para funções ligadas à assistência, à saúde e à educação.
Errada, porque a frase aponta mais para um estereótipo sobre profissões do que para um exemplo típico de desigualdade concreta sofrida pelas mulheres no emprego.
- E)A sobrecarga da dupla jornada devido aos afazeres domésticos, historicamente atribuídos às mulheres.
Certa, porque a dupla jornada doméstica historicamente atribuída às mulheres é um fator real de sobrecarga e desigualdade.
Gabarito: D
A questão trata de desigualdades de gênero no mercado de trabalho, um tema clássico em Psicologia e Organizações. Mesmo com avanços na participação feminina, ainda aparecem barreiras como salário menor, dificuldade de ascensão, dupla jornada e estereótipos sobre o “lugar” da mulher no trabalho. Isso não é só uma impressão: é um padrão histórico de discriminação que pode ser combatido por princípios constitucionais como a igualdade e a não discriminação, além de normas da CLT e da proteção constitucional à maternidade e à família. As alternativas A, B, C e E trazem exemplos bem típicos dessa desigualdade: menos salário, menos promoção, restrições na contratação por gravidez ou filhos e a sobrecarga doméstica que ainda recai muito sobre as mulheres. Tudo isso mostra como o preconceito pode aparecer de forma aberta ou disfarçada de “critério de gestão”. Já a letra D foge do padrão da discriminação contra a mulher, porque questionar a vocação feminina para áreas como assistência, saúde e educação não é um exemplo de desigualdade dirigida às mulheres, mas sim uma frase que aponta para um estereótipo de gênero associado a determinadas profissões. O problema ali é a naturalização de papéis sociais, e não uma condição concreta de desvantagem trabalhista feminina como nas demais opções. Em prova, fique atento: a banca gosta de misturar preconceito, estereótipo e discriminação para ver se você percebe o que é prática objetiva no mercado de trabalho e o que é apenas uma ideia generalizante sobre profissões.