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Psicologia · FGV · 2025

Questão comentada de Psicologia

Ajudar os pacientes a lidar com a fragilidade humana e com a terminalidade da vida é um dos desafios dos psicólogos que atuam em unidades hospitalares no atendimento a pacientes com quadros muito graves e suas famílias. A psiquiatra Elizabeth Kubler-Ross deixou uma importante contribuição sobre o processo de luto de pacientes terminais. Analise os estágios abaixo e assinale a opção que não se alinha com essa teoria.

Gabarito: E

Elisabeth Kubler-Ross ficou conhecida por descrever reações comuns diante da terminalidade da vida em cinco fases: negação, raiva, barganha, depressão e aceitação. A ideia não é que toda pessoa passe por elas em ordem certinha, como se fosse fila de banco, mas que esses estados podem aparecer de forma variada e até se misturar. Em contexto hospitalar, isso ajuda o psicólogo a entender as reações do paciente e da família sem transformar sofrimento em “falta de colaboração”. Na negação, a pessoa tenta amortecer o impacto da notícia difícil. Na raiva, pode surgir revolta, injustiça e irritação com tudo e com todos. Na depressão, aparece a percepção mais crua da perda, com tristeza, desesperança e recolhimento. Já a aceitação costuma vir com maior serenidade diante da inevitabilidade da morte. O item E está fora da teoria de Kubler-Ross porque “identificação projetiva” não é um estágio do luto dessa autora. Esse termo vem da psicanálise, especialmente da tradição de Melanie Klein, e descreve um mecanismo de defesa, não uma fase do enfrentamento da morte. Em outras palavras, a banca misturou teorias para ver se você pisaria no brinquedo. Então, a questão cobra exatamente isso: reconhecer os estágios clássicos do luto terminal e perceber que a alternativa E troca a teoria de Kubler-Ross por um conceito psicanalítico que não pertence ao modelo.

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