A conhecida pirâmide de Maslow é a representação gráfica da teoria do psicólogo americano Abraham Maslow sobre a hierarquia das necessidades dos indivíduos. Esse modelo vem sendo usado na área da psicologia organizacional para a compreensão de situações que são fonte de desmotivação e estresse para o trabalhador. De acordo com esse modelo, nas situações de pejotização do trabalho e de falta de desafios e estagnação na carreira, as necessidades que estão sendo desatendidas são, respectivamente:
- A)de autoestima e social;
Errada, porque autoestima e social não são os níveis afetados diretamente pela pejotização nem pela estagnação profissional descritas no enunciado.
- B)fisiológica e de segurança;
Errada, pois pejotização não se relaciona primeiro com necessidade fisiológica, e a falta de desafios na carreira não corresponde à segurança.
- C)de segurança e de autorrealização;
Certa, porque a pejotização compromete a segurança no trabalho e a falta de desafios na carreira frustra a autorrealização.
- D)social e de perspectiva;
Errada, porque o problema da estagnação profissional não é apenas social ou de perspectiva, mas de realização pessoal e crescimento.
- E)de proteção e de estima.
Errada, pois proteção se aproxima de segurança, mas a segunda situação não é de estima, e sim de autorrealização.
Gabarito: C
A pirâmide de Maslow organiza as necessidades humanas em níveis, indo das mais básicas até as mais elevadas. Em geral, a ideia é simples: antes de pensar em crescimento pessoal, a pessoa precisa sentir que sua sobrevivência e sua estabilidade estão minimamente garantidas. No trabalho, isso ajuda a entender por que certas condições geram desmotivação e estresse tão rápido. Na pejotização, o problema central costuma ser a perda de proteção típica da relação de emprego formal. Quando o trabalhador vira “PJ” para reduzir garantias, ele fica mais exposto a insegurança sobre renda, vínculo, férias, 13º, FGTS e outros direitos. Isso atinge diretamente a necessidade de segurança, que na teoria de Maslow envolve proteção, estabilidade e previsibilidade. Já a falta de desafios e a estagnação na carreira afetam um nível mais alto da pirâmide: a autorrealização. Esse é o patamar ligado ao desenvolvimento do potencial, à realização pessoal e ao sentimento de crescimento. Se o trabalho não oferece avanço, aprendizado ou metas estimulantes, a pessoa sente que está “travada” no próprio desenvolvimento. Por isso o gabarito é a letra C: pejotização desatende a necessidade de segurança, e falta de desafios com carreira parada desatende a autorrealização. Em prova, pense assim: insegurança no vínculo aponta para segurança; bloqueio de crescimento aponta para autorrealização.