Paula Benedita é psicóloga concursada de um pequeno município do interior que foi fortemente castigado por intensas chuvas e enchentes. Psicólogos, médicos e enfermeiros da Prefeitura foram chamados para atuar no atendimento das famílias afetadas. Diante da situação hipotética, o profissional
- A)deve recusar a convocação pois trabalha com psicologia escolar na Secretaria de Educação da Prefeitura.
Errada, porque a lotação anterior em psicologia escolar não impede a atuação em situação de calamidade pública quando há convocação para atendimento emergencial.
- B)deve prestar o serviço profissional nessa situação de calamidade pública.
Certa, porque em calamidade pública o profissional deve prestar serviço na resposta assistencial às famílias afetadas.
- C)deve esperar pela convocação do Conselho de Psicologia Regional para atuar na emergência.
Errada, porque a atuação em emergência não depende de convocação do Conselho Regional de Psicologia, mas da necessidade do serviço público e da organização da gestão.
- D)precisa se capacitar primeiro para atender dinâmicas que envolvam catástrofes e emergências.
Errada, porque a resposta não exige, antes de tudo, uma nova capacitação como condição para atuar na emergência, já que o cenário demanda mobilização imediata dos profissionais disponíveis.
- E)pode atender à convocação desde que o serviço conte horas extras de trabalho.
Errada, porque a obrigação de atuar não fica condicionada ao pagamento de horas extras; a questão trata do dever de atendimento em situação de calamidade.
Gabarito: B
Em situações de calamidade pública, a lógica do serviço público muda de marcha: a prioridade passa a ser proteger vidas e reduzir danos. Nesses cenários, a atuação integrada de psicólogos, médicos e enfermeiros faz parte da resposta institucional do município, especialmente quando a população foi diretamente atingida por enchentes, perdas e deslocamento forçado. A psicóloga concursada, portanto, não pode simplesmente se afastar porque sua área original na Prefeitura era outra. Se ela é servidora e foi convocada para atender a emergência, deve colaborar com o serviço público naquilo que é compatível com sua função, especialmente porque o atendimento psicológico em crise é uma resposta importante em desastres, luto, desorganização emocional e risco psicossocial. O gabarito é a letra B porque, em calamidade pública, o profissional deve prestar o serviço profissional nessa situação. A ideia central, aqui, é o dever de cooperação com a administração e a relevância social da atuação em saúde mental em contextos de desastre. Não é hora de discutir conforto funcional; é hora de socorrer quem foi atingido. As demais alternativas tentam desviar sua atenção com detalhes laterais, como área de lotação, convocação de conselho ou pagamento de horas extras. Só que a questão cobra a obrigação ética e funcional diante da emergência, e não um debate administrativo periférico.