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Psicologia · FGV · 2025

Questão comentada de Psicologia

Claudia é psicóloga no CRAS de seu bairro e, ao fazer um atendimento, percebeu que a jovem Angélica, que estava acompanhada da filha Aline de 4 anos, tinha marcas de possível agressão no rosto e no braço. Angélica disse para a psicóloga que havia caído de uma escada, mas Aline falou que “o papai bate na mamãe todo dia”. Diante dessa situação, é dever de Claudia

Gabarito: A

Quando a psicóloga identifica sinais de violência doméstica, ela não pode fingir que viu um simples tropeço da vida. Em serviço socioassistencial, como o CRAS, a atuação precisa proteger a usuária, acolher a fala e acionar a rede de proteção, sempre com responsabilidade e sigilo na medida do possível. O sigilo profissional não serve para encobrir situação de risco grave, sobretudo quando há indícios de violência contra mulher e possível criança exposta ao ambiente violento. No caso, Claudia percebe marcas físicas, recebe uma explicação pouco convincente e ainda ouve da criança uma fala direta sobre agressões do pai. Isso aciona o dever ético e legal de proteção e encaminhamento, com orientação sobre direitos e comunicação/denúncia da violência aos órgãos competentes. A lógica aqui é prevenir dano e quebrar o ciclo de violência, não esperar a tragédia virar rotina. A Lei Maria da Penha reforça a necessidade de prevenção, atendimento e encaminhamento da mulher em situação de violência, e as normas profissionais da Psicologia também exigem atuação responsável diante de violação de direitos. Em termos práticos: acolhe, orienta, registra e aciona a rede. Psicologia não é plateia neutra quando há violência em curso. Por isso, o gabarito é a alternativa A: Claudia deve garantir a proteção de Angélica por meio de orientação sobre seus direitos e da denúncia de violência doméstica, buscando a rede de proteção adequada.

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