O psicólogo Eduardo integra uma equipe interprofissional na empresa de prestação de serviços na área da saúde em que trabalha. Sobre o funcionamento de uma equipe com esse perfil é possível afirmar que, na interprofissionalidade,
- A)a coordenação da equipe é exercida em rodízio de forma democrática, cabendo ao coordenador a palavra final quanto à definição da estratégia de atuação entre as sugeridas.
Errada, porque interprofissionalidade não exige coordenação em rodízio nem palavra final centralizada, já que a lógica é de construção compartilhada.
- B)existem reuniões de equipe, mas cada profissional atua de forma independente e todos se reportam a um líder hierarquicamente superior na estrutura da empresa.
Errada, porque atuação independente com líder superior caracteriza uma estrutura hierárquica e pouco integrada, não uma equipe interprofissional.
- C)verifica-se uma diluição entre as competências das diferentes categorias profissionais de forma que seus papéis se tornam indistinguíveis.
Errada, porque interprofissionalidade não apaga as fronteiras entre as profissões, mas articula competências distintas sem torná-las indistinguíveis.
- D)profissionais de diferentes formações trabalham de forma horizontal e colaborativa, trocando informações para uma atuação conjunta em benefício do cliente.
Certa, pois descreve exatamente o trabalho horizontal, colaborativo e integrado entre profissionais de áreas diferentes.
- E)as reuniões são agendadas quanto surge uma demanda específica de forma a otimizar o tempo dos colaboradores e focar em resultados.
Errada, porque a frequência das reuniões não define a interprofissionalidade; o essencial é a articulação efetiva entre os profissionais no cuidado.
Gabarito: D
Na equipe interprofissional, a ideia central é cooperação real entre profissionais de formações diferentes, com troca de informações, discussão conjunta do caso e construção compartilhada da conduta. Não basta cada um fazer a sua parte isoladamente: aqui o trabalho é mais integrado, com horizontalidade nas relações e foco no cuidado global da pessoa atendida. Isso é diferente de uma equipe multidisciplinar mais solta, em que os profissionais até atuam sobre o mesmo caso, mas cada um segue muito separado, quase como “vizinhos de corredor”. Na interprofissionalidade, a comunicação é parte do tratamento, porque a soma dos saberes melhora a assistência e evita decisões fragmentadas. Por isso, a alternativa D está correta: profissionais de diferentes formações trabalham de forma horizontal e colaborativa, trocando informações para uma atuação conjunta em benefício do cliente. A lógica é de complementaridade e integração, não de hierarquia rígida nem de fusão das profissões. Esse entendimento é coerente com a Política Nacional de Humanização e com a literatura de educação e prática interprofissional em saúde, que valorizam o cuidado centrado no usuário, o diálogo entre áreas e o trabalho em equipe com responsabilidades compartilhadas.