Nos estudos sobre estresse desenvolvidos por Lazarus e Folkman, o coping é definido como um
- A)agente estressor extra organizacional, tal como problemas econômicos e familiares e distância do trabalho / transporte.
Errada, porque descreve um agente estressor extraorganizacional, e não o processo de enfrentamento do estresse.
- B)agente estressor organizacional, tal como problemas de relacionamento ou comunicação e sobrecarga de trabalho.
Errada, porque também trata de um agente estressor organizacional, enquanto coping é a resposta adaptativa ao estresse.
- C)processo sistemático de capacitação de recursos humanos para desenvolver habilidades específicas dos funcionários.
Errada, pois fala de capacitação de recursos humanos, algo ligado à gestão, não à teoria do estresse de Lazarus e Folkman.
- D)processo sistemático de análise do desempenho e funcionamento de uma empresa ou grupo.
Errada, porque descreve análise de desempenho organizacional, sem relação com o conceito psicológico de coping.
- E)tipo de processo adaptativo desenvolvido pelas pessoas para lidar com exigências internas e externas estressantes.
Certa, porque coping é o processo adaptativo usado para lidar com demandas internas e externas percebidas como estressantes.
Gabarito: E
Lazarus e Folkman estudam o estresse como uma relação entre a pessoa e o ambiente. Nesse contexto, o coping não é o estressor em si, mas sim o conjunto de esforços que a pessoa faz para lidar com demandas que ela percebe como difíceis ou excessivas. Em outras palavras: o problema pressiona, e o coping é a forma de enfrentar essa pressão sem surtar no modo automático. A ideia central é bem prática. Quando a pessoa avalia que a situação ameaça, prejudica ou exige mais do que ela consegue dar de imediato, ela mobiliza estratégias cognitivas e comportamentais para administrar o impacto. Essas estratégias podem buscar resolver o problema ou regular a emoção causada por ele. Por isso, coping é um processo adaptativo, e não um agente estressor. É exatamente isso que a alternativa E descreve: um tipo de processo adaptativo desenvolvido pelas pessoas para lidar com exigências internas e externas estressantes. Essa formulação está alinhada à teoria transacional de Lazarus e Folkman, segundo a qual o estresse depende da avaliação que a pessoa faz da situação e dos recursos que ela percebe ter para enfrentá-la. As demais alternativas confundem coping com tipos de estressores ou com ações de gestão organizacional. Aqui o ponto é simples: coping é enfrentamento. Se a questão falar em esforço de adaptação diante do estresse, você já acende a luz verde.