De acordo com a Resolução nº 31/2022 do CFP, avalie se Patrícia pode usar como instrumentos para a avaliação psicológica: I. testes psicológicos projetivos aprovados pelo CFP para uso profissional. II. entrevistas psicológicas e anamneses com os genitores. III. instrumentos não psicológicos, como tarô, desde que com o consentimento das partes. Está correto o que se afirma em:
- A)I e II, apenas.
Certa, porque testes aprovados pelo CFP e entrevistas/anamneses com genitores podem integrar a avaliação psicológica, enquanto o uso de tarô não é admitido.
- B)I e III, apenas.
Errada, porque inclui o item III, mas instrumentos não psicológicos não podem ser usados como técnica de avaliação psicológica.
- C)II e III, apenas.
Errada, porque o item II é válido, mas o item III continua proibido mesmo com consentimento das partes.
- D)I, II e III, apenas.
Errada, porque o item III não pode ser somado aos demais; consentimento não convalida instrumento sem base psicológica.
- E)II, apenas.
Errada, porque o item I também é correto e pode ser usado na avaliação psicológica, desde que aprovado pelo CFP.
Gabarito: A
A Resolução CFP nº 31/2022 organiza a avaliação psicológica e deixa claro que o psicólogo pode usar diferentes procedimentos, desde que eles sejam tecnicamente adequados, fundamentados e compatíveis com a finalidade do trabalho. Em outras palavras: não é vale-tudo, nem “qualquer coisa que ajude” no consultório. No item I, os testes psicológicos aprovados pelo CFP para uso profissional podem, sim, ser utilizados. Isso é o básico do básico: se o teste está aprovado e é pertinente ao objetivo da avaliação, ele entra no jogo com tranquilidade. No item II, entrevistas psicológicas e anamneses com os genitores também são instrumentos válidos, especialmente quando a avaliação envolve crianças, adolescentes ou contextos familiares. Esses procedimentos ajudam a levantar dados importantes sobre história de vida, desenvolvimento e contexto relacional. Já o item III erra feio: instrumentos não psicológicos, como tarô, não podem ser usados como instrumento de avaliação psicológica, ainda que haja consentimento. Consentimento não transforma prática sem base técnica em método psicológico. Por isso, o gabarito é A: apenas I e II estão corretos.