Sérgio é psicólogo organizacional e está organizando um processo de seleção e recrutamento de novos colaboradores. Sérgio quer fazer uma avaliação psicológica dos candidatos para uma seleção mais adequada às vagas disponíveis e, entre outros recursos, ele faz uso de testes psicológicos. Para seu trabalho de seleção, Sérgio deve
- A)escolher, em busca ao SATEPSI do CFP, os testes favoráveis para os construtos que ele quer avaliar.
Correta, porque o psicólogo deve consultar o SATEPSI e selecionar testes com parecer favorável para o construto que quer avaliar.
- B)aplicar testes de personalidade como o Teste de Apercepção Infantil e o Rorschach Clínico.
Errada, porque o Teste de Apercepção Infantil não é apropriado para seleção de adultos, e o Rorschach não é escolhido de forma genérica sem relação com a finalidade e o público.
- C)aplicar provas de conhecimentos específicos necessários para a execução das tarefas relacionadas aos cargos.
Errada, porque prova de conhecimentos avalia saberes específicos do cargo, mas não substitui testes psicológicos na avaliação psicológica.
- D)consultar o administrador de Recursos Humanos sobre os testes psicológicos a serem empregados na Avaliação Psicológica.
Errada, porque a decisão sobre instrumentos psicológicos é técnica do psicólogo, não do administrador de Recursos Humanos.
- E)adaptar a aplicação dos testes psicológicos de forma a garantir suas qualidades técnicas e psicométricas.
Errada, porque adaptar a aplicação de modo livre pode comprometer padronização, validade e fidedignidade do teste.
Gabarito: A
Em seleção de pessoal, o psicólogo pode usar avaliação psicológica, mas não de qualquer jeito: os instrumentos precisam ser tecnicamente adequados e reconhecidos para a finalidade pretendida. É aí que entra o SATEPSI, do CFP, que reúne os testes psicológicos com parecer favorável para uso profissional, indicando se o instrumento tem evidências de validade, precisão e parâmetros compatíveis com o que ele propõe medir. Na prática, antes de aplicar um teste, voce precisa verificar se ele foi aprovado para o construto que quer avaliar. Não basta o teste ser famoso ou “parecer bom”; ele precisa ser autorizado e pertinente ao objetivo da seleção. Em concurso, isso cai muito como a diferença entre teste psicológico, prova de conhecimento e conversa informal com RH: cada coisa tem seu lugar. Por isso, o gabarito é a letra A. Ela expressa exatamente o dever técnico do psicólogo: consultar o SATEPSI do CFP e escolher testes favoráveis aos construtos que pretende avaliar. Isso está alinhado às regras profissionais da avaliação psicológica e à Resolução CFP nº 09/2018, que organiza a avaliação psicológica e reforça o uso de instrumentos reconhecidos pelo sistema CFP/SATEPSI. As demais alternativas escorregam em pontos clássicos: misturam instrumentos inadequados, confundem teste psicológico com prova de conhecimentos ou tentam transferir a decisão técnica para terceiros. Em seleção, o psicólogo pode até dialogar com a organização, mas a escolha do instrumento é responsabilidade técnica dele.