Luciana tem 26 anos e emagreceu muito após romper o noivado com Carlos Antônio. Apesar do emagrecimento considerável, ela considera que esteja com sobrepeso, expressando-se forma depreciativa sobre o seu próprio corpo e manifestando-se ansiosa a cada vez que tem que ingerir algum alimento, contabilizando as calorias a cada refeição. Os sintomas de Luciana são sugestivos de
- A)anorexia.
Correta, porque há restrição alimentar, emagrecimento importante, contagem de calorias e distorção da imagem corporal, que são traços típicos de anorexia nervosa.
- B)compulsão alimentar.
Errada, porque compulsão alimentar pressupõe episódios de ingestão exagerada, e o caso descreve justamente o oposto: medo de comer e restrição.
- C)bulimia.
Errada, porque bulimia envolve compulsões alimentares com comportamentos compensatórios, o que não aparece no enunciado.
- D)ansiedade alimentar.
Errada, porque "ansiedade alimentar" não é o diagnóstico clássico cobrado aqui e não explica a distorção da imagem corporal nem a restrição intensa.
- E)comer emocional.
Errada, porque comer emocional pode até coexistir com sofrimento psíquico, mas não corresponde ao quadro de emagrecimento, medo de engordar e autoimagem distorcida.
Gabarito: A
A questão descreve um quadro clássico de transtorno alimentar com restrição importante da ingestão, perda de peso significativa e distorção da imagem corporal. Repare em três pistas bem típicas: emagrecimento acentuado, medo/ansiedade ao comer e a ideia de que, mesmo magra, a pessoa ainda se vê com sobrepeso. Isso é muito característico de anorexia nervosa. Na anorexia, a pessoa restringe alimentos de forma intensa, costuma contar calorias, sente culpa ou medo ao comer e tem percepção distorcida do próprio corpo. Ou seja, o corpo já está falando “está magro demais”, mas a mente insiste em dizer “ainda está gordo”. Esse descompasso é o coração do diagnóstico. As outras alternativas tentam confundir com temas próximos, mas não batem com o quadro. Compulsão alimentar envolve comer em excesso, bulimia costuma ter episódios de compulsão seguidos de compensação, e comer emocional é uma forma inespecífica de comer por emoção, sem o conjunto sintomático descrito. Aqui não há excesso alimentar, e sim restrição com medo de engordar. Em termos de psicopatologia e nos critérios diagnósticos usados na prática clínica, o quadro sugere anorexia nervosa pela restrição alimentar persistente, medo intenso de ganhar peso e alteração na autoimagem corporal. É aquele tipo de questão em que a banca coloca a emoção do rompimento amoroso como contexto, mas o que define mesmo é o padrão alimentar e a percepção do corpo.