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Psicologia · FGV · 2024

Questão comentada de Psicologia

Raquel sofreu violência doméstica praticada por seu marido Marcos, decorrente de raquetadas por ele efetuadas que lhe ocasionaram sérias lesões corporais. Nesse caso, considerando as medidas protetivas de urgência previstas na Lei nº 11.340/2006 e suas alterações (Lei Maria da Penha), constatada a prática de violência contra Raquel, é correto afirmar que o Juízo competente

Gabarito: B

A Lei Maria da Penha foi criada para dar resposta rápida à violência doméstica, então o Juízo pode adotar medidas protetivas de urgência assim que houver constatação da violência, sem esperar o processo virar uma novela. Entre essas medidas, estão o afastamento do agressor, a proibição de aproximação e contato, a restrição de lugares e até providências sobre alimentos e visitas, conforme os artigos 22, 23 e 24 da Lei nº 11.340/2006. O ponto central aqui é que a lei permite ao juiz agir de imediato para proteger a integridade física e psicológica da vítima. Não se trata de medida “futura” ou “apenas após sentença”: o objetivo é interromper o risco agora. Por isso, se Marcos representa perigo para Raquel, o magistrado pode impor restrições de circulação para evitar novos encontros e novas agressões. A alternativa B está correta porque a Lei Maria da Penha autoriza, como medida protetiva, a proibição de o agressor frequentar determinados lugares a fim de preservar a integridade da ofendida. Isso aparece no art. 22, inciso II, e se encaixa exatamente na lógica de proteção imediata da vítima. Em prova, pense assim: a lei dá ao juiz um kit de contenção rápida. A banca costuma misturar medidas reais com versões incompletas ou com palavras absolutas como “somente” e “nunca”, que quase sempre denunciam a pegadinha.

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