← Questões de Psicologia

Psicologia · FGV · 2024

Questão comentada de Psicologia

Paulo, engenheiro de 37 anos, foi procurado por Maurício, 18 anos. Maurício disse para Paulo que era filho de Cristiane, namorada de quem Paulo se separou quando veio fazer a faculdade na capital. Cristiane casou-se, teve outros filhos e nunca quis falar para Paulo sobre o nascimento de Maurício, mas Maurício sempre sonhou em ter o registro paterno. Paulo, solteiro e bem-sucedido profissionalmente, disse para Maurício que tinha dúvidas e que não registraria o jovem em seu nome. Diante disso, Maurício poderá:

Gabarito: C

Aqui o ponto central é simples: filiação não é assunto que "vence" pelo relógio. Se Maurício quer ver reconhecida a paternidade biológica, ele pode ajuizar ação de investigação de paternidade, porque esse direito é imprescritível. A ideia é garantir o estado de filiação, que envolve nome, identidade e efeitos pessoais e patrimoniais. No Direito de Família, o filho pode buscar o reconhecimento da origem genética mesmo depois de adulto. O Supremo Tribunal Federal e o Superior Tribunal de Justiça tratam o estado de filiação como direito personalíssimo, indisponível e imprescritível. Ou seja: atingir a maioridade não apaga a possibilidade de investigar quem é o pai. Por isso, a alternativa C está correta. Maurício não quer desfazer paternidade já reconhecida, nem está pedindo adoção ou simples vínculo socioafetivo; ele quer apurar a paternidade biológica e, se comprovada, obter o reconhecimento jurídico correspondente. Em termos práticos: se a pessoa diz "quero saber oficialmente quem é meu pai", a saída clássica é a ação de investigação de paternidade, com possibilidade de exame de DNA e produção de outras provas.

Continue treinando

Questões relacionadas