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Psicologia · FGV · 2024

Questão comentada de Psicologia

Gabriel é psicólogo clínico e atende uma jovem, Fernanda, com 13 anos de idade. Durante as sessões, a paciente relata que sofre reiteradas situações de humilhação, de vexame e de violência psicológica por parte de seu núcleo familiar. Diante desse fato, o psicólogo

Gabarito: B

Em Psicologia, o sigilo profissional é regra, mas não é uma blindagem absoluta. Quando a manutenção do sigilo pode aumentar o dano, o psicólogo precisa ponderar o que protege mais a pessoa atendida e, se for o caso, comunicar apenas o necessário para reduzir o prejuízo. Essa lógica aparece no Código de Ética Profissional do Psicólogo, que admite a quebra de sigilo por justa causa, dever legal ou autorização da pessoa atendida, sempre com cuidado para expor o mínimo possível. No caso da Fernanda, há relato de humilhação, vexame e violência psicológica dentro do núcleo familiar. Isso coloca o psicólogo diante de uma situação de possível violação de direitos de criança ou adolescente, em que pode haver dever de comunicação à rede de proteção e aos órgãos competentes. Mas o ponto central da questão não é sair disparando informação para todo lado: é avaliar a medida menos danosa, isto é, quebrar o sigilo somente na extensão necessária para proteger a adolescente. Por isso, o gabarito é a letra B. A decisão pela quebra de sigilo pode ser tomada com base no princípio do menor prejuízo, que orienta o psicólogo a preservar a dignidade, a segurança e os direitos da pessoa atendida. Essa ideia também conversa com o Estatuto da Criança e do Adolescente e com as normas éticas da profissão, que estimulam a proteção integral sem transformar o sigilo em esconderijo para violência. Em prova, pense assim: sigilo é a porta fechada; menor prejuízo é a senha para abrir só a fresta necessária. Nem tudo vai para o papel, nem todo órgão precisa ser acionado do mesmo jeito, e a atuação ética exige prudência, não espetacularização.

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