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Psicologia · FGV · 2024

Questão comentada de Psicologia

Semana passada, Moisés, aos nove anos de idade, presenciou o homicídio de seu avô, Genaro, conhecido miliciano que foi executado com cinco tiros dentro de casa, quando a criança estava sob seus cuidados, sendo certo que a vítima integrava a rede de apoio do menor. Considerando que há necessidade de ouvir Moisés como testemunha do mencionado delito, à luz do disposto na Lei nº 13.431/2017 acerca do depoimento especial, é correto afirmar que a aludida norma

Gabarito: E

A Lei 13.431/2017 foi feita para proteger criança e adolescente em situação de violência, seja como vítima, seja como testemunha. Então, se o menino presenciou o homicídio do avô, ele pode sim ser ouvido por meio de depoimento especial, porque a lei alcança testemunhas infantis e adolescentes nessas hipóteses. O foco não é só quem apanha diretamente, mas também quem viu ou ouviu a violência e pode ser revitimizado ao depor do jeito tradicional. No depoimento especial, a ideia é colher a fala com técnica, cuidado e o mínimo de sofrimento possível. O procedimento busca evitar repetição desnecessária do relato e pode ser feito com transmissão em tempo real para sala de audiência, com preservação do sigilo, conforme o desenho legal de proteção previsto na Lei 13.431/2017 e regulamentações correlatas. Por isso a alternativa correta é a E: a norma se aplica e o depoimento especial pode ser transmitido em tempo real para a audiência, em ambiente separado, com controle de acesso. Em outras palavras, a criança não é lançada no palco do processo sem proteção - o sistema tenta transformar o depoimento em prova, sem transformar a criança em nova vítima. Vale guardar uma regra de ouro: a lei não exclui testemunha infantil, e não torna obrigatório, em todo caso, o rito cautelar de antecipação de prova. O centro da proteção é evitar a revitimização e garantir um relato confiável, colhido por profissional capacitado.

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